SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.24 número2Avaliação de dois porta-enxertos de videira in vitro introduzidos em meio de cultivo contendo alumínioCaracterização e eficiência técnica de explorações vitícolas da região alentejo índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

  • Não possue artigos similaresSimilares em SciELO

Compartilhar


Ciência e Técnica Vitivinícola

versão impressa ISSN 0254-0223

Resumo

CATARINO, S.; NEVES, A.  e  SOUSA, R. Bruno de. Determinação de cobalto em vinho e mosto por espectrofotometria deabsorção atómica com atomização electrotérmica: desenvolvimento evalidação do método de análise. Ciência Téc. Vitiv. [online]. 2009, vol.24, n.2, pp.65-72. ISSN 0254-0223.

Apresenta-se a optimização de um método de análise para a determinação de cobalto, em mostos e vinhos, por espectrofotometria de absorção atómica com atomização electrotérmica. A preparação das amostras de vinho consiste na sua diluição (1:2), pelo que o risco de contaminação é reduzido. No caso das amostras de mosto, é necessário eliminar previamente a matéria orgânica, susceptível de causar interferências na determinação analítica. Foi optimizado um programa térmico convencional (com etapa de pirólise), com e sem adição de modificador de matriz [Mg(NO3)2]. As curvas de pirólise e de atomização foram estabelecidas com recurso a uma solução padrão de Co, mosto e vinho tintos. Foram avaliadas as seguintes características do método: linearidade da curva de calibração, especificidade (teste das adições de padrão), exactidão, limites analíticos e precisão. A gama de trabalho do método é de 0.4 a 10.0 μg/L. As taxas de recuperação variaram entre 87% e 98%, para todos os vinhos e níveis de adição utilizados no teste. A especificidade do método é bastante satisfatória para vinhos tintos, tendo sido verificada a existência de efeito de matriz nos vinhos brancos. A quantidade mínima de analito doseável em vinhos é de 0,8 μg/L e o valor da repetibilidade inferior a 0,7 μg/L (CV < 5%). A exactidão do método foi avaliada por comparação de resultados analíticos obtidos por aplicação do método proposto (ETAAS) e de um método ICP-MS, a amostras originárias de um ensaio colaborativo internacional. As diferenças observadas foram, em geral, inferiores a 5%. É de admitir que as características do método (com excepção da praticabilidade), quando aplicado a mosto, sejam no mínimo tão favoráveis quanto aquelas observadas na sua aplicação a vinhos, uma vez que as amostras de mosto são previamente mineralizadas.

Palavras-chave : vinho; cobalto; validação do método de análise; espectrofotometria de absorção atómica com atomização electrotérmica.

        · resumo em Inglês     · texto em Inglês     · Inglês ( pdf )