Scielo RSS <![CDATA[Media & Jornalismo]]> http://www.scielo.mec.pt/rss.php?pid=2183-546220190002&lang=pt vol. 19 num. 35 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.mec.pt/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.mec.pt <![CDATA[<b>Professor Nelson Traquina (1948-2019)</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-54622019000200001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-54622019000200002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<b>O corte revolucionário nos mediae o “efeito de atraso” nas teorias da comunicação</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-54622019000200003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A autonomização do campo jornalístico em Portugal teve no período de 1974-1975 um marco importante, com a abolição da censura estatal. Interpretam-se as estratégias relativas aos media e ao campo jornalístico na perspetiva das teorias da comunicação e do conceito designado por “efeito de atraso” (Neveu).<hr/>The autonomy of the journalistic field in Portugal was in the period from 1974-1975 an important milestone, with the abolition of state censorship. In this article, the strategies towards the media and the journalistic field are interpreted through the media theories and the concept called “delay effect” (Neveu).<hr/>La autonomía del campo periodístico en Portugal en 1974-1975 tuvo un hito importante, con la abolición de la censura estatal. Las estrategias relacionadas con los medios y el campo periodístico se interpretan desde la perspectiva de las teorías de la comunicación y el concepto llamado "efecto de retraso" (Neveu). <![CDATA[<b>A ação política da Delegação do Porto do Secretariado Nacional de Informação</b>: <b>as relações com a imprensa e a radiodifusão portuenses</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-54622019000200004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O Secretariado de Propaganda Nacional, a partir de 1944 Secretariado Nacional de Informação, foi o primeiro dos novos organismos criados pelo Estado Novo, fundado em setembro de 1933. Pensado e criado num clima de estruturação e consolidação do novo regime, dependente da Presidência do Conselho, assumiu uma orientação claramente política, enquanto organismo de propaganda e informação. No âmbito da sua ação, o Secretariado mobilizou todo o leque das atividades culturais - artes plásticas, artes performativas, cinema, teatro, literatura - mas também os meios de comunicação - a imprensa e a radiodifusão. Em março de 1945, criava-se no Porto uma Delegação do Secretariado. Todavia, tradicionalmente o Porto não era uma cidade ‘da Situação’ mas de resistência ao regime. No presente artigo propõe-se uma primeira leitura da ação desta Delegação, sobre a qual pouco se sabe e nada parece ter sido escrito. Em particular, aborda-se a atuação política da Delegação no campo da imprensa e da radiodifusão privada portuenses, e como essas relações se conetaram com a sua função primordial de construção retórica do Estado Novo.<hr/>The National Bureau of Propaganda, from 1944 on National Information Bureau, was the first of the new organisms created by the New State (Estado Novo), founded as early as September 1933. Created in a time of structuring and consolidation of the new regime, dependent on the Presidency of the Council, the Bureau assumed a clearly political role, as a propaganda and information organization. Within the framework of its action, the Bureau mobilized all cultural activities - fine arts, performing arts, cinema, theater, literature - but also the media, namely press and broadcasting. In March 1945, a Delegation of the Bureau was established in the city of Porto. How-ever, this was traditionally a city of resistance regarding the authoritarian regime of the New State. This article proposes a first understanding of the action of the Porto Delegation, about which little is known. In particular, the Delegation’s policy in the fields of press and private broadcasting in Porto is discussed, and how these actions have connected with the primary function of the Bureau regarding the rhetorical construction of the New State regime. <![CDATA[<b>Gravação de telefonemas de censores - uma questão política no marcelismo</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-54622019000200005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Descobertas alguns dias após a revolução de 25 de abril na Comissão de Censura do Porto/Exame Prévio, as gravações de telefonemas de censores de imprensa foram dadas a conhecer apenas por um jornal diário, República, que as considerou “preciosas gravações”, um documento único nas ditaduras ibéricas, mas mantiveram-se praticamente desconhecidas até serem colocadas on line em 2017 pelo Arquivo da RTP. Neste artigo analisa-se o conteúdo das gravações, identificando o momento da sua produção, entre fevereiro e abril de 1974, bem como os intervenientes nas comissões de censura em Lisboa e Porto. Acompanhamos os vários momentos do registo sonoro desde a rotina do funcionamento da censura no mês de fevereiro de 1974, ao sobressalto provocado pela Revolução no dia 25 de abril em que a gravação ilustra por forma impressiva as últimas horas de um aparelho da censura velho de quatro décadas. Focando o funcionamento da Comissão de Censura do Porto e o seu pessoal político situa-se a decisão de instalação de gravadores nas comissões do Porto (1970) e Coimbra (1971), na necessidade de controlar a comunicação entre a censura e os jornais, e a comunicação interna entre comissões, nas três cidades em que eram publicados os principais diários do país. O registo magnético surge assim no marcelismo como mecanismo adicional de controlo num momento em que o velho modelo de censura prévia tinha dificuldade em dar resposta aos novos desafios da imprensa. No caso do Porto o posicionamento político dos três jornais históricos face ao regime caracterizou-se, sobretudo no pós-guerra, por um distanciamento que, desde a década de 60 levou a um escrutínio mais rigoroso por parte da censura. São igualmente apreciados os problemas internos da Comissão do Porto, as diferenças de critérios entre as comissões de Lisboa e do Porto e o risco de deslizes na leitura de provas sobretudo em áreas sensíveis para o regime como era a guerra colonial.<hr/>Discovered a few days after the revolution of April 25 in the Oporto Censorship Commission/Prior Examination, recordings of phone calls from press censors were made known only by a daily newspaper, República, which considered them “precious recordings”, a single document in the Iberian dictatorships, however they remained practically unknown until they were put online by RTP Archive in 2017. In this article the content of the recordings is analysed, identifying the moment of its production between February and April of 1974, as well as the intervenients in the censorship commissions in Lisbon and Oporto. We followed the various moments of the tape recording since the routine of the censorship operation in February 1974 to the start of the Revolution on April 25, in which the recording impressively illustrates the last hours of a four decades old censorship apparatus. Focusing on the work of the Censorship Commission of Oporto and its political staff is the decision to install tape recorders in the Oporto (1970) and Coimbra (1971) Commissions, the need to control communication between the censorship and the newspapers, and communication between commissions in the three cities where the country’s main dailies were published. Magnetic recording thus appears in Marcelism as an additional mechanism of control at a time when the old model of prior censorship had difficulty responding to the new challenges of the press. In the case of Oporto the political position of the three historical newspapers in relation to the regime was characterised, especially in the post-war period, by a distance which, since the 1960’s, has led to a more rigorous scrutiny by censorship. The internal problems of the Oporto Commission, the differences in criteria between Lisbon and Oporto Commissions, and the risk of slips in the reading of galley proofs, especially in areas sensitive to the regime such as the colonial war, are also appreciated. <![CDATA[<b>Lobistas, assessores de imprensa e relações-públicas norte-americanos que serviram o Estado Novo (1942-1974)</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-54622019000200006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Em 1938, o Congresso norte-americano aprovou a Lei de Registo de Agentes Estrangeiros (Osgood, 2002, p. 245), vulgarmente denominada FARA [Foreign Agents Registration Act], que obrigava todas as empresas e agentes nos EUA que trabalhassem para governos ou empresas estrangeiras a entregarem uma declaração anual relativa à sua atividade ao Departamento de Justiça. Foi através destes registos que pudemos verificar que, para além da Casa de Portugal de Nova Iorque, o regime português registou, entre 1938 e 1974, um conjunto de cinco entidades/indivíduos que prestaram serviços de comunicação, articulados com o Secretariado Nacional de Informação (SNI) e o escol do Estado Novo, com o objetivo de tentar moldar a opinião pública norte-americana. Propomos, assim, um estudo longitudinal diacrónico, no qual tentaremos descrever e interpretar a atuação destes agentes propagandistas na promoção da imagem do país, do regime e dos seus mais altos dirigentes - Salazar e, posteriormente, Marcello Caetano.<hr/>In 1938, the US Congress created the Foreign Agent Registration Act (Osgood, 2002, p. 245), commonly known as FARA, which obliged all US companies and agents working for foreign governments or foreign companies to submit an annual statement of their activity to the Department of Justice. It was through these records that we could verify that, in addition to the New York House of Portugal, the Portuguese regime registered, between 1938 and 1974, a set of five corporations/individuals that provided promotion services, articulated with the Portuguese propaganda bureau and the elite of New satate, with the aim of trying to shape the American public opinion. We therefore propose a longitudinal diachronic study, where we will try to describe and interpret the actions of these propagandist agents in promoting the image of the country, the regime and its highest leaders - Salazar and Marcello Caetano. <![CDATA[<b>Do Chefe Incontestado ao Chefe Panóptico</b>: <b>Representações Fotográficas de Salazar do Notícias Ilustrado ao Século Ilustrado</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-54622019000200007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo analisa as representações fotográficas de Oliveira Salazar no Século Ilustrado, desde a sua fundação em 1938 por Leitão de Barros até ao final da Segunda Guerra Mundial, tomando como ponto de partida um anterior estudo sobre a construção da imagem do “Chefe” no Notícias Ilustrado (1928-1935). Adoptámos para o Século Ilustrado uma metodologia semelhante à desse trabalho. Depois do levantamento de todas as imagens fotográficas do ditador até 1945, submetemos as mais significativas capas, contracapas e reportagens a uma análise semiótica que procurou verificar a sintonia das representações com as circunstâncias políticas do regime e do seu líder. Simultaneamente, tentámos interpretar, através da fotografia impressa e das decisões gráficas das duas revistas, o processo de promoção e propaganda de Salazar, bem como a sua passagem de “Chefe consagrado” no Notícias Ilustrado, a “Chefe panóptico” no Século Ilustrado, e como esta identificação coincidiu na revista com a que se desenrolava no espaço público.<hr/>This article aims to analyze the photographic images of Oliveira Salazar in Século Ilustrado, from its foundation in 1938 by Leitão de Barros, until the end of the 2nd World War. As a starting point, we took a previous essay on the construction of the leader’s image in Notícias Ilustrado (1928-1935) and a similar methodology was adopted. In the research process, all photographic images referring to the dictator Salazar until 1945 were surveyed, submitting the most important - covers, back covers and photo - to a semiotic analysis that sought to verify the adequacy of the dictator’s representations to the political circumstances of his regime. At the same time, we tried to interpret through printed photography and in graphic decisions of the two magazines Salazar’s promotion and how his propaganda will change from dictator and “unchallenged Leader” of government into a “Panoptic Leader”. The representation of Salazar in the Século Ilustrado magazine coincides with the one that takes place in the public space.<hr/>Este artículo tiene como objetivo analizar las imágenes fotográficas de Oliveira Salazar en Século Ilustrado, desde su fundación en 1938 por Leitão de Barros, hasta el final de la Segunda Guerra Mundial. En el proceso de investigación, se realizó una encuesta de todas las imágenes fotográficas en portadas, contraportadas e foto - reportajes que se refieren al dictador hasta 1945. Como punto de partida, se tomó un estudio previo sobre la construcción de la imagen del “Jefe” en la revista Notícias Ilustrado (1928-1935) y se adoptó una metodología similar, sometiendo las más significativas a un análisis semiótico, buscando verificar la sintonía de las representaciones del dictador con las circunstancias políticas del régimen. Al mismo tiempo, intentamos interpretar a través de la fotografía impresa las decisiones técnicas y gráficas de las dos revistas, la promoción de Salazar y de su propaganda, y el cambio de "Jefe consagrado" a "Jefe Panóptico", coincidiendo esta identificación en la revista con la que tiene lugar en el espacio público. <![CDATA[<b>Imprensa portuguesa no fim do Estado Novo</b>: <b>consumo e contextos</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-54622019000200008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O objetivo deste artigo é compreender os desafios que a imprensa portuguesa enfrentava no fim do Estado Novo, explorando o fator procura. Depois de um enquadramento teórico no âmbito da economia dos media, propõe-se contextualizar o consumo de imprensa, relacionando-o com o atraso económico e social do país face à Europa Ocidental e América do Norte.<hr/>The objective of this paper is to understand the challenges that the Portuguese press faced at the end of the New State, by exploring the demand factor. After a theoretical framework in the field of media economics, it tries to contextualize the consumption of the press, relating it to the economic and social backwardness of the country in relation to Western Europe and North America.<hr/>El objetivo de este artículo es comprender los desafíos que enfrentó la prensa portuguesa al final del Estado Nuevo, explorando el factor de demanda. Después de un marco teórico en el campo de la economía de los medios de comunicación, intenta contextualizar el consumo de la prensa, relacionándolo con el atraso económico y social del país en relación con Europa occidental y América del Norte. <![CDATA[<b>A cobertura jornalística do 25 de abril de 1974 no Corriere della Sera, La Stampa e Il Messaggero</b>: <b>um estudo de caso</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-54622019000200009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A queda do Estado Novo e o período de transição para a democracia subsequente transformaram Portugal numa espécie de laboratório político para os círculos dirigentes, jornalísticos e intelectuais europeus. Na imprensa internacional, o país alcançou uma exposição mediática sem precedentes. Este artigo analisa a cobertura jornalística do 25 de Abril de 1974 pelos jornais Corriere della Sera, La Stampa e Il Messaggero. O âmbito cronológico da dimensão quantitativa abarca as dez edições dos órgãos em apreço no imediato pós-25 de Abril, entre 26 de abril e 6 de maio de 1974, enquanto a atuação qualitativa alarga o âmbito temporal até 9 de junho de 1974. Privilegia-se uma abordagem de integração metodológica centrada na expressão numérica do tratamento jornalístico e, sobretudo, na sua dimensão qualitativa com o objetivo de compreender os cenários políticos desenhados pela imprensa italiana, o grau de envolvimento dos jornalistas e o destaque conferido ao acontecimento. Conclui-se que os jornais analisados reportaram a queda do Estado Novo e os desenvolvimentos políticos subsequentes como um acontecimento excecional.<hr/>The fall of the New State and the subsequent period of transition to democracy made Portugal into somewhat of a political laboratory for European leaders, journalistic and intellectual circles. In the international press, the country reached unprecedented media exposure. This article analyses the journalistic coverage of the 25 April 1974 by Corriere della Sera, La Stampa and Il Messaggero. The chronological scope of the quantitative dimension includes the ten editions of the newspapers under consideration in the immediate post-25 April period, between 26 April and 6 May1974, whilst the qualitative action extends the temporal scope until 9 June 1974. The priority is given to a methodological integration approach focused on the numerical expression of journalistic treatment and, above all, on its qualitative dimension. This allows us to understand the political scenarios designed by the Italian press, the degree of involvement of journalists and the emphasis given to the event. Evidence shows that the analysed newspapers reported the fall of the New State and subsequent political developments as an exceptional event.<hr/>La caída del Estado Novo y el período de transición para la democracia subsecuente transformaron Portugal en una especie de laboratorio político para los círculos dirigentes, periodísticos e intelectuales europeos. En la prensa internacional, el país alcanzó una exposición mediática sin precedentes. Este artículo analiza la cobertura periodística del 25 de Abril de 1974 llevada a cabo por los periódicos Corriere della Sera, La Stampa y Il Messaggero. El ámbito cronológico de la dimensión cuantitativa abarca las diez ediciones de los órganos en cuestión en el inmediato post-25 de Abril, entre los días 26 de abril y 6 de mayo de 1974, mientras que la actuación cualitativa se alarga el ámbito temporal hasta el 9 de junio de 1974. La atención se centra en un enfoque de integración metodológico centrado en la expresión numérica del tratamiento periodístico y, sobretodo, en su dimensión cualitativa con el objetivo de comprender os escenarios políticos diseñados por la prensa italiana, el grado de implicación de los periodistas y el énfasis dado al acontecimiento. Se concluye que los periódicos analizados reportaron la caída del Estado Novo y los desarrollos políticos subsecuentes como un acontecimiento excepcional. <![CDATA[<b>“Recomeçar a construção do socialismo”</b>: <b>O jornal A Luta na revolução de Abril</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-54622019000200010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt No período de transição da ditadura para a democracia em Portugal é inegável a relevância dos media. Estes criaram factos políticos e estiveram, eles próprios, no centro de alguns dos mais emblemáticos combates então travados. Neste artigo, analisa-se o contexto dos jornais e do modo de praticar jornalismo na revolução, através de um estudo de caso: do jornal A Luta, criado em agosto de 1975. Próximo do Partido Socialista, A Luta tomou posições e assumiu-se, inequivocamente, como defensor da legalidade democrática enquanto via política para o futuro do país.<hr/>In the transitional period from dictatorship to democracy in Portugal, the relevance of the media is undeniable. The media created political facts and were, themselves, at the centre of some of the most emblematic battles them fought. In this article, we analyze the context of journals and the ways of practicing journalism in the revolution, particularly the case of A Luta, created in 1975. With close ties with Socialist Party, A Luta established unequivocally as advocate for democratic legality as a political route for the future of the Portugal.<hr/>En el período de transición de la dictadura a la democracia en Portugal no es posible negar la importancia de los medios de comunicación. Estos crearon hechos políticos y estuvieron, ellos mismos, en el centro de algunos de los más emblemáticos combates entonces trabados. En este artículo, se va a analizar el contexto de los periódicos y el modo de practicar periodismo en la revolución, a través de un estudio de caso: del periódico A Luta (La Lucha), creado en agosto de 1975. Cerca del Partido Socialista, A Luta tomó posiciones y se asumió, inequívocamente, como un defensor de la legalidad democrática como vía política para el futuro del país. <![CDATA[<b>O Conselho da Revolução e a imprensa (1976-1982)</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-54622019000200011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Após a transição revolucionária (1974-1976), Portugal entrou numa nova fase, a da transição constitucional, que se prolongou entre 1976 e 1982. Durante estes seis anos, além dos tradicionais órgãos de soberania existentes nos regimes democráticos pluralistas, manteve-se em funções um órgão de soberania não eleito, composto exclusivamente por militares. Consagrado constitucionalmente na sequência dos dois pactos estabelecidos entre os partidos políticos e os militares responsáveis pelo derrube do anterior regime autoritário, ao Conselho da Revolução foram atribuídos vastos poderes. Este papel central do Conselho da Revolução fez com que este órgão de soberania tivesse desde cedo atraído as atenções dos média, sector que também se encontrava num profundo processo de mudança e de adaptação aos novos tempos pós-revolucionários. Este artigo analisa o atribulado relacionamento entre os órgãos de comunicação social e o Conselho da Revolução, revelando os atritos e ameaças à liberdade de imprensa mas também as cumplicidades e alianças estabelecidas.<hr/>After the revolutionary transition (1974-1976), Portugal entered a new phase, the constitutional transition, which lasted from 1976 to 1982. During these six years, in addition to the traditional organs of pluralistic democratic regimes, an unelected sovereign body composed exclusively of the military continued to exist. Consecrated constitutionally following the two pacts established between the political parties and the military responsible for the overthrow of the previous authoritarian regime, the Council of the Revolution was granted vast powers. This central role of the Council of the Revolution attracted the attentions of the media, a sector that was also in a profound process of change and adaptation to the new post-revolutionary times. This article analyzes the troubled relationship between the media and the Council of the Revolution, revealing the frictions and threats to freedom of the press, but also the complicities and alliances that have been forged in this period.<hr/>Después de la transición revolucionaria (1974-1976), Portugal entró en una nueva fase, la transición constitucional, que duró entre 1976 y 1982. Durante estos seis años, además de los tradicionales órganos de soberanía existentes en los regímenes democráticos pluralistas, se mantuvo en funciones un órgano de soberanía no electo, compuesto exclusivamente por militares. Constitucionalmente consagrado después de los dos pactos establecidos entre los partidos políticos y los militares responsables de la caída del régimen autoritario anterior, al Consejo de la Revolución se le atribuyeron amplios poderes. Este papel central del Consejo de la Revolución ha hecho que este órgano de soberanía haya atraído la atención de la prensa, sector que también se encontraba en un profundo proceso de cambio y de adaptación a los nuevos tiempos posrevolucionarios. Este artículo analiza la atribulada relación entre los medios de comunicación y el Consejo de la Revolución, revelando los atritos y amenazas a la libertad de prensa, pero también las complicidades y alianzas establecidas. <![CDATA[<b>A evolução da imprensa sobre cinema em Portugal</b>: <b>Da ditadura aos primeiros anos da democracia</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-54622019000200012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A investigação sobre Jornalismo de Cinema (aqui entendido como um subgénero do Jornalismo Cultural) é praticamente inexistente em Portugal e sendo o cinema uma das manifestações artísticas com maior presença na imprensa portuguesa, importa aprofundar a investigação sobre este subgénero do Jornalismo Cultural. Neste sentido, e numa perspectiva histórica, a relação entre o cinema e o jornalismo é quase tão antiga como a própria sétima arte. Os artigos e as várias publicações dedicadas ao cinema foram essenciais para o estabelecimento progressivo de uma cultura cinematográfica no país. Em Portugal, a primeira publicação dedicada em exclusivo ao cinema surge na década de 1910 e, a partir daí, proliferam as publicações sobre cinema que têm acompanhado a implementação do cinema na vida dos portugueses e a edificação do cinema português. É a partir da segunda metade do séc. XX que se começa a constatar um maior interesse no cinema, por parte do público e uma consolidação das publicações sobre cinema em Portugal. Neste artigo focamos o nosso olhar nas décadas de 1950 a 1980 e, através da revisão de literatura e análise de conteúdo às principais publicações sobre cinema, procuramos traçar a evolução da imprensa sobre cinema em Portugal atendendo à história do cinema português e ao contexto em que essas publicações surgiram e circularam.<hr/>Studies about film journalism (a sub-genre of Cultural Journalism) are practically nonexistent in Portugal and with cinema being one of the most felt artistic manifestations in Portuguese press, it is important to deepen the study of this sub-genre of Cultural Journalism. From a historical perspective, the relation between cinema and journalism is almost as ancient as the seventh art. The articles and several publications dedicated to Cinema were essential to the country’s progressive establishment of a cinematographic culture. In Portugal, the first magazine devoted exclusively to cinema emerged in the decade of 1910 and, from that point on, cinema magazines have accompanied the implementation of cinema in the Portuguese people’s lives and the edification of Portuguese cinema thrived. It’s after the second half of the 20th century that you began to find a bigger interest in cinema, by the readers and a consolidation of cinema magazines in Portugal. In this article, we focus in the timeframe from the 50s to the 80s and, through the reviewing of literature and content analysis of the main cinema magazines, we look to outline the evolution of the press concerning cinema in Portugal complying with the history of Portuguese cinema and the context from where magazines came from and where they circulated.<hr/>La investigación sobre periodismo de cine (que se define aquí como un subgénero del periodismo cultural) es casi inexistente en Portugal y siendo la película una de las manifestaciones artísticas con mayor presencia en la prensa portuguesa, es importante profundizar la investigación sobre este subgénero del Periodismo Cultural. Así, y desde una perspectiva histórica, la relación entre el cine y el periodismo es casi tan antigua como el séptimo arte. Los artículos y diversas publicaciones dedicadas al cine fueron esenciales para el establecimiento progresivo de una cultura cinematográfica en el país. En Portugal, la primera publicación dedicada exclusivamente a la película surge en la década de 1910 y, a partir de ahí, la proliferación de publicaciones sobre cine que han acompañado la implementación del cine en la vida de los portugueses y la edificación del cine portugués. Es a partir de la segunda mitad del siglo XX que se empieza a darse cuenta de un mayor interés en el cine por parte del público y una consolidación de las publicaciones sobre cine en Portugal. En este artículo, nos centramos en las décadas 1950-1980, y con una revisión de la literatura y una análisis del contenido de las publicaciones más importantes en el cine la literatura, vamos a intentar escribir sobre la evolución de la prensa en la película en Portugal considerando la historia del cine portugués y el contexto en el que estas publicaciones surgieron y circularon. <![CDATA[<b>As inundações de Lisboa de 1967 como acontecimento mediático no Rádio Clube Português</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-54622019000200013&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Na noite de 25 de novembro de 1967 uma catástrofe de chuva e lama abate-se inesperadamente sobre Lisboa. Num Estado sem capacidade de reação, nem dispositivos censórios capazes de conter a inevitável torrente de informação sobre um acontecimento desta envergadura, a tragédia revela-se brutal e por demais visível, com números esmagadores, que a Censura tenta, mas não consegue controlar totalmente. Antes das manchetes da manhã seguinte, é através do Rádio Clube Português, numa emissão contínua que contrasta com o silêncio da estação oficial do Estado Novo, que se ouvem as primeiras notícias sobre as inundações. Este artigo aborda a catástrofe de 1967 enquanto acontecimento mediático, recorrendo à análise qualitativa dos sons de arquivo do RCP e a entrevistas a antigos jornalistas da estação. O objeto empírico é enquadrado historicamente e estudado, no âmbito dos estudos dos média, à luz das teorias do acontecimento de autores como Dayan e Katz, Kepplinger e Habermeier, Nora ou Quéré.<hr/>On the night of November 25, 1967 a rain and mud strikes Lisbon unexpectedly. In a state with no responsiveness and no censorship devices capable of containing the inevitable torrent of information about such an event, the tragedy proves to be brutal and too visible. The event has overwhelming numbers, which censorship attempts but cannot fully control. Before the next morning’s headlines, it is through Rádio Clube Português, in a continuous broadcast that contrasts with the silence of the Estado Novo official station, that the first news about the floods are heard. This article addresses the 1967 catastrophe as a media event, using qualitative analysis of RCP archival sounds and interviews with former journalists of the station. The empirical object is historically framed and studied, within the scope of media studies, in the light of the theories of the event of authors such as Dayan and Katz, Kepplinger and Habermeier, Nora or Quéré.<hr/>En la noche del 25 de noviembre de 1967, una catástrofe de lluvia y barro azota inesperadamente a Lisboa. En un estado sin capacidad de respuesta y sin dispositivos de censura capaces de contener el torrente inevitable de información sobre tal evento, la tragedia demuestra ser brutal y demasiado visible, con números abrumadores, que la Censura intenta, pero no puede controlar por completo. Antes de los periódicos de la mañana siguiente, es a través de Rádio Clube Português, en una transmisión continua que contrasta con el silencio de la estación oficial del Estado Novo, que se escuchan las primeras noticias sobre las inundaciones. Este artículo aborda la catástrofe de 1967 como un acontecimiento mediático, utilizando análisis cualitativos de los sonidos de archivo RCP y entrevistas con ex periodistas de la estación. El objeto empírico se enmarca históricamente y se estudia, dentro del alcance de los estudios de medios, a la luz de las teorías del acontecimiento de autores como Dayan y Katz, Kepplinger y Habermeier, Nora o Quéré. <![CDATA[<b>As primeiras experiências de radiodifusão local em Portugal (1977-1984)</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-54622019000200014&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O final da década de 70 marcou o aparecimento de várias rádios piratas em Portugal dando início a um processo que conduziria à liberalização do setor da rádio no final da década seguinte. Durante onze anos, várias centenas de pequenas rádios emitiram sem licença levando para o espaço hertziano as vozes das populações locais. Entre 1977 e 1984 surgiram dezenas de rádios que, embora sem o profissionalismo ou estrutura adequadas, conseguiram fazer emergir um debate em torno da importância das rádios locais em Portugal. Tratou-se de um processo caracterizado pelo pioneirismo e pela vontade de vincar um fenómeno junto, quer da opinião pública, quer da classe política. Para os impulsionadores deste movimento, legalizar as rádios locais em Portugal significava dar passos em direção à consolidação da democracia e da liberdade de expressão entretanto conquistadas no país e, isso ficou visivelmente marcado nos discursos e práticas levadas a cabo entre 1977 e 1984 e que procuraremos caracterizar no presente artigo.<hr/>The end of the 70s marked the appearance of several pirate radios in Portugal beginning a process that would lead to the liberalization of the radio sector at the end of the following decade. For eleven years, several hundred small radios have broadcasted without a license bringing the voices of local people. Between 1977 and 1984, there were dozens of radio stations that, although without adequate professionalism or structure, were able to emerge a debate about the importance of local radios in Portugal. It was a process characterized by the pioneering spirit and the desire to create a phenomenon alongside both public opinion and the political class. For the promoters of this movement, legalizing the local radios in Portugal meant taking steps towards the consolidation of democracy and freedom of expression won in the country, and this was noticeably marked in the speeches and practices carried out between 1977 and 1984 and we will seek characterized in this article.<hr/>El final de la década de los 70 marcó la aparición de varias radios piratas en Portugal, dando inicio a un proceso que conduciría a la liberalización del sector de la radio a finales de la década siguiente. Durante once años, varias centenas de pequeñas radios emitieron sin licencia llevando al espacio hertziano las voces de las poblaciones locales. Entre 1977 y 1984 surgieron decenas de radios que, a pesar de la falta de profesionalidad o estructura adecuadas, consiguieron hacer emerger un debate en torno a la importancia de las radios locales en Portugal. Se trató de un proceso caracterizado por su carácter pionero y por la voluntad de hacer patente un fenómeno tanto ante la opinión pública como ante la clase política. Para quienes impulsaron este movimiento, legalizar las radios locales en Portugal significaba caminar hacia la consolidación de la democracia y de la libertad de expresión conquistadas en el país y eso quedó claramente marcado en los discursos y prácticas llevadas a cabo entre 1977 y 1984, que procuraremos caracterizar en presente artículo. <![CDATA[<b>Da invisibilidade de Salazar à presencialidade de Caetano</b>: <b>sobre os media a televisão e a ditadura em Portugal</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-54622019000200015&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt As características pessoais muito diferentes de Salazar e Marcello Caetano ditaram, de alguma forma, modelos e procedimentos diferenciados na abordagem e gestão política e propagandística dos meios de comunicação social por parte de cada um deles, no que se refere ao modo como, em particular, adequaram a televisão pública portuguesa aos objetivos políticos específicos dos seus consulados. Mas estabelecida essa diferença, resta a identificação de uma tendência de fundo, de um modelo comunicacional do regime Salazar-Caetanista, comum a ambos ao longo da ditadura, que se pautou genericamente por uma regular subexposição, censura e perseguição das vozes dissonantes e por uma estratégia global assente numa gestão do desvio da atenção social e política em favor do princípio equívoco do não direito à imagem de um povo e do não reconhecimento da virtude civil.<hr/>The very different personal characteristics of Salazar and Marcello Caetano have somehow dictated different models and procedures in their approach to the political and propagandistic management of the media, particularly how they adapted Portuguese public television to the specific political objectives of their consulates. But once this difference is established, a fundamental tendency is identified, a communicational model of the Salazar-Caetanist regime, common to both of them throughout the dictatorship, which was generally guided by a regular under-exposure, censorship and persecution of dissonant voices and an overall strategy based on managing the deviation of social and political attention in favor of the non-right to the representation of a people, and of a non-recognition of civil virtue. <![CDATA[<b>O Telejornal da RTP mostrou o Maio de 68 e escondeu a Crise Académica de 69. </b><b>Porquê?</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-54622019000200016&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo procura aprofundar a reflexão sobre o impacto político do jornalismo televisivo durante o período final do Estado Novo. A RTP tem sido pensada como um dos bastiões do regime de Salazar e Caetano, usada prioritariamente como meio de divulgação propagandística. A clara predominância de homens próximos destes dois Presidentes do Conselho no comando da informação televisiva, a governamentalização dos telejornais com a exclusão de notícias relacionadas com a oposição ou de qualquer outro assunto que desagradasse ao Governo, leva à conclusão de que uma RTP manipulada só pode ter funcionado como um instrumento que ajudou a prolongar a ditadura. Analisando dois casos semelhantes de agitação estudantil, “Maio de 68” em França e a “Crise Académica” em Coimbra, ocorridos no curto espaço de um ano entre 1968 e 1969, anos decisivos em que a direcção do Governo mudou de Salazar para Caetano, verificamos que a estratégia da RTP foi completamente oposta. Analisando os Telejornais verificamos que a RTP cobriu com abundância de peças os acontecimentos em França que levaram à paralisação da Universidade da Sorbonne em Maio de 68, mas um ano depois, em Abril de 1969, decidiu não cobrir noticiosamente os protestos que levaram ao encerramento da Universidade, à intervenção da GNR e à prisão de dezenas de estudantes. A RTP mostrava, lá de fora no estrangeiro, o que não podia ou não queria mostrar cá de dentro, em Portugal. Que razões podem explicar esta estranha estratégia informativa? Sugerimos neste artigo uma nova interpretação da política de imagens do Estado Novo e levantamos a hipótese de a televisão em Portugal ter sido um mediador evanescente do regime ditatorial.<hr/>This article seeks to deepen the reflection about the political impact of television journalism during the final period of the Portuguese dictatorship. The public television, RTP, has been thought of as one of the last bastions of the regime of Salazar and Caetano, used primarily as a mean of propaganda. The predominance of men close to the regime in the command of the television information and the governmentalization of news programs with the exclusion of topics related to the opposition or any other matter that displeased the government lead to the conclusion that RTP can only be seen as an instrument that helped to prolong the dictatorship. But analyzing two similar cases of student protests, “May 68” in France, and the “academic crisis of 1969”, in Coimbra, we found that RTP strategy was completely opposite. Analyzing the television news, we find that RTP covered largely the events in France that led to the closure of the Sorbonne University in May 1968, but a year later, in April 1969, RTP decided not to cover any of the students protests that also led to the closure of the University, the police intervention and the arrest of dozens of students. RTP showed international events and concealed internal ones. What reasons can explain this strange information strategy? We suggest a new interpretation of the New State image policy and we raise the hypothesis that television in Portugal has been an evanescent mediator of the dictatorial regime. <![CDATA[<b>A estratégia de informação de Marcello Caetano o último governante do Estado Novo</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-54622019000200017&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo analisa a estratégia de informação levada a cabo por Marcello Caetano quando, em setembro de 1968, substituiu Salazar na presidência do Conselho de Ministros. Esta estratégia consistiu na realização de acontecimentos que lhe assegurassem uma boa visibilidade na imprensa, afirmação de uma relação mais próxima com os jornalistas, e realização das conversas em família teledifundidas. A investigação assenta no estudo do perfil político de Marcello Caetano suportada por fontes (cartas, textos, livros e entrevistas) e na análise de jornais da época (A Capital, Diário de Lisboa, Diário Popular, Diário de Notícias) no período compreendido entre setembro de 1968 e setembro de 1969. Como conclusão assinala-se que a construção da imagem deste político na imprensa favoreceu o início da sua governação através da construção de uma personalidade política, social e familiar bem distinta da de Salazar.<hr/>This paper examines the information strategy followed by Marcello Caetano since September 1968, when he succeeded Salazar in the president of Council of Ministers. This strategy implied setting up events capable of ensuring him a good visibility on the media, establishing a closer relationship with journalists, and broadcasting his own TV programme “conversations in family”. This research assesses the political profile of Marcello Caetano and is supported by documents (letters, texts, books and interviews) and by the analysis of newspapers (A Capital, Diário de Lisboa, Diário Popular and Diário de Notícias) from September 1968 to September 1969. The image of Marcello Caetano, as portrayed by the press, has favoured his early stages as leader of the government by building a new political, social, and familiar personality, which was much different from Salazar’s.<hr/>Este artículo analiza la estrategia de información llevada a cabo por Marcello Caetano cuando, en septiembre de 1968, sustituyó a Salazar en la presidencia del Consejo de Ministros. Esta estrategia consistió en la realización de acontecimientos que le asegure una buena visibilidad en la prensa, afirmación de una relación más cerca de los periodistas, y realización de las “coversaciones en familia” teledifundidas. La investigación se basa en el estudio del perfil político de Marcello Caetano apoyado en fuentes (cartas, textos, libros y entrevistas) y en el análisis de los periódicos de la época (A Capital, Diário de Lisboa, Diário Popular, Diário de Notícias) durante el período comprendido entre septiembre de 1968 y de septiembre de 1969. Como conclusión se señala que la construcción de la imagen de este político en la prensa favoreció el inicio de su gobernanza a través de la construcción de una personalidad política, social y familiar bien distinta a la de Salazar. <![CDATA[<b>A invenção da televisão revolucionária - a RTP durante o PREC (1974-1975)</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-54622019000200018&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo analisa o impacto do 25 de Abril de 1974 na programação da RTP, em particular os programas informativos não diários produzidos pelo Departamento de Programas Político-Sociais (DPPS). Estes refletem as visões da época sobre a natureza e a vocação de uma televisão popular e permitem caracterizar o processo de “invenção da televisão revolucionária”, criada para responder ao ambiente revolucionário do PREC (1974-1975). Este processo, marcado pelas relações de força que ditaram as orientações das sucessivas administrações e direções de informação e de programação da RTP, não se esgota no campo político. Foi acompanhado de uma discussão alargada sobre o papel do jornalismo televisivo na construção da democracia portuguesa e na articulação com a sociedade. É essa discussão, refletida na natureza e tipo de programas criados para responder às necessidades de informação e formação do povo identificadas na época, que constitui o foco deste artigo.<hr/>This article analyzes how the April 25 revolution, in 1974, impacted on RTP programming, in particular, the non-daily information programs produced by the Department of Political-Social Programs. These reflect the visions of the time about the nature and the mission of popular television and allow to characterize the process of the “invention of the revolutionary television”, created to respond to the information needs of the people identified during the PREC revolutionary context (1974-1975). This process, marked by the relations of force that dictated the guidelines of successive administrations and directories of information and programming of RTP, does not confine to the political field. It was accompanied by a broad discussion about the role of television journalism in the construction of Portuguese democracy and society. <![CDATA[<b>Romper com o passado</b>: <b>a Revolução nos Média (Portugal, 1974-1975)</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-54622019000200019&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Tempo de ruturas, o 25 de Abril de 1974 é, incontestavelmente, um acontecimento central na história de Portugal. Com este artigo, propomo-nos analisar algumas das mutações então operadas no campo dos média, procurando lançar pistas para uma reflexão mais ampla sobre a relação dos media com o(s) novo(s) poder(es) político(s) e sobre o seu lugar na luta política do Portugal Revolucionário. Partindo de investigações por nós anteriormente desenvolvidas sobre a Revolução de 19741975 e, ainda, sobre os saneamentos levados a cabo nas empresas de comunicação social (nomeadamente na RTP e na Emissora Nacional ), analisaremos algumas mudanças centrais nas relações laborais e na estrutura empresarial, e, tendo como pano de fundo a enorme conflituosidade que percorreu o sector, a complexa relação dos media com os novos centros de poder.<hr/>Times of revolution and ruptures, the 25th of April 1974 is undoubtedly a central event in Portuguese history. With this article, it is our aim to analyse some of the mutations that took place in the media in 1974-1975, seeking to shed light on a broader reflection on the mediapolitical power(s) relationship and on their place in the political struggle during the revolutionary period. Based upon our previous researches on the 1974-1975 Revolution and on the purges carried out in the media companies (namely in the RTP and the National Radio Broadcasting) , we will look at some central changes in labour relations and corporate structure as well as to the complex media-political/military powers’ relation under the background of the enormous political fights. <![CDATA[<b>Anthony Giddens (2017). </b><b>O Mundo na Era da Globalização (9ª ed.). Lisboa: Editorial Presença.</b> <b>Anthony Giddens (2013). Sociologia. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-54622019000200020&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Tempo de ruturas, o 25 de Abril de 1974 é, incontestavelmente, um acontecimento central na história de Portugal. Com este artigo, propomo-nos analisar algumas das mutações então operadas no campo dos média, procurando lançar pistas para uma reflexão mais ampla sobre a relação dos media com o(s) novo(s) poder(es) político(s) e sobre o seu lugar na luta política do Portugal Revolucionário. Partindo de investigações por nós anteriormente desenvolvidas sobre a Revolução de 19741975 e, ainda, sobre os saneamentos levados a cabo nas empresas de comunicação social (nomeadamente na RTP e na Emissora Nacional ), analisaremos algumas mudanças centrais nas relações laborais e na estrutura empresarial, e, tendo como pano de fundo a enorme conflituosidade que percorreu o sector, a complexa relação dos media com os novos centros de poder.<hr/>Times of revolution and ruptures, the 25th of April 1974 is undoubtedly a central event in Portuguese history. With this article, it is our aim to analyse some of the mutations that took place in the media in 1974-1975, seeking to shed light on a broader reflection on the mediapolitical power(s) relationship and on their place in the political struggle during the revolutionary period. Based upon our previous researches on the 1974-1975 Revolution and on the purges carried out in the media companies (namely in the RTP and the National Radio Broadcasting) , we will look at some central changes in labour relations and corporate structure as well as to the complex media-political/military powers’ relation under the background of the enormous political fights.