Scielo RSS <![CDATA[Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental]]> http://www.scielo.mec.pt/rss.php?pid=1647-216020110001&lang=pt vol. num. 5 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.mec.pt/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.mec.pt http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1647-21602011000100001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<b>Contributo dos Enfermeiros na Implementação de Intervenções Psicossociais (IPS) dirigidas a Pessoas com Doença Mental Grave</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1647-21602011000100002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Âmbito: Em diversos países, os enfermeiros de saúde mental e psiquiatria têm participado activamente na reabilitação psicossocial das pessoas com doença mental grave (PDMG) através da disponibilização de intervenções sistemáticas, sustentadas em evidência. Deste modo, procuram responder de forma optimizada às necessidades de autonomia, gestão das actividades de vida diária e gestão do auto-cuidado, incluindo a auto-regulação de sintomas e a prevenção da recaída, das PDMG e suas famílias. Assim, cada vez mais enfermeiros trabalham na comunidade onde contribuem para a implementação e desenvolvimento de Intervenções Psicossociais (IPS), individuais e de grupo, que visam responder às necessidades complexas das pessoas com doença mental grave (Gamble, 2003). Apesar da evidência de que as IPS são globalmente eficazes no alívio dos sintomas da doença mental grave e na melhoria do funcionamento psicossocial com marcada redução da incidência de recaídas, em muitos países e particularmente em Portugal a sua implementação é escassa e descontinuada não estando estas intervenções acessíveis à maioria das pessoas afectadas por este tipo de doenças (DGS, 2007). Em Inglaterra, desde a década de 1990 que esforços têm sido desenvolvidos para formar e treinar profissionais de saúde mental em IPS de forma a garantir que estes são oferecidos onde são mais necessários e onde podem ter mais impacto. Os enfermeiros de saúde mental comunitária (clínicos e professores) que constituem o maior grupo de profissionais de saúde mental neste país, têm liderado com sucesso este processo através de iniciativas de formação e de investigação (Bradshaw & Mairs, 2007; Brooker, 2001, 2006; Couldwell & Stickley, 2007; Gournay, 1994,1995; Hewitt & Coffey, 2005; Stacey & Rayner, 2008). Objectivo: Conhecer como têm, os enfermeiros de saúde mental (ESMP), contribuído para a implementação das intervenções psicossociais (IPS) para pessoas com doença mental grave, bem como os factores facilitadores e obstáculos encontrados na implementação destas Intervenções e seus efeitos. Metodologia: Revisão Sistemática da Literatura efectuada na EBSCO (CINAHL Plus with Full Text, MEDLINE with Full Text). Foram pesquisados artigos científicos publicados em Texto Integral e/ou Resumo, entre 2000/01/01 e 2010/05/31. Foi utilizado o método de PI[C]O e seleccionados 6 artigos do total de 9 encontrados. Resultados: Os enfermeiros têm contribuído activamente e de diferentes modo para a implementação das IPS para pessoas com doença mental grave, com enfoque na criação de programas formativas. Obstáculos têm sido identificados, particularmente: formação insuficiente, défice de recursos humanos e de tempo e ausência de suporte e estratégia organizacional. Efeitos positivos têm sido registados nas pessoas com doença mental grave e suas famílias, tais como melhoria qualidade vida, diminuição sobrecarga familiar, maior autonomia na gestão de sintomas e prevenção recaída; também os ESMP têm reconhecido benefícios ao nível da mudança das práticas e medidas objectivas e subjectivas de bem-estar. Conclusões: Dois caminhos emergem para a investigação futura - maior conhecimento da perspectiva dos clientes relativamente à definição de indicadores de sucesso das IPS; melhor compreensão do processo de mudança vivido pelos ESMP, aquando da implementação das IPS, relativamente às pessoas com doença mental grave e suas famílias.<hr/>Background: In many countries, mental health nurses have been actively involved in psychosocial rehabilitation of persons with severe mental illness (PDMG) by providing systematic interventions, supported in evidence. In this way, try to respond optimally to the needs of autonomy, management of daily living activities and self-care management, including self-regulation of symptoms and prevention of relapse of PDMG and their families. Thus, more and more nurses working in the community in which contribute to the development and implementation of individual and group Psychosocial Interventions (SPI), which aim to meet the complex needs of people with severe mental illness (Gamble, 2003). Despite evidence that the IPS are broadly effective in relieving the symptoms of severe mental illness and in improving the psychosocial functioning with a marked reduction in the incidence of relapses, in many countries, and particularly in Portugal, its implementation is scarce and these interventions are not accessible to most people affected by these diseases (DGS, 2007). In the United Kingdom since the 1990s, efforts have been developed to educate and train mental health professionals in IPS to ensure that these are provided where they are most needed and where they can have more impact. The community mental health nurses (clinicians and teachers) who constitute the largest group of mental health professionals in this country have successfully led this process through training and research initiatives (Bradshaw & Mairs, 2007; Brooker, 2001, 2006; Couldwell & Stickley, 2007; Gournay, 1994,1995; Hewitt & Coffey, 2005; Stacey & Rayner, 2008). Aim: To know how to have mental health nurses (ESMP), contributed to the implementation of psychosocial interventions (IPS) for people with severe mental illness, as well as facilitating factors and obstacles encountered in implementing these interventions and their effects. Methodology: Systematic Review undertaken in EBSCO (CINAHL Plus with Full Text, MEDLINE with Full Text). Were surveyed scientific papers published in Full Text and / or Summary between 01/01/2000 and 05/31/2010. Method used was the PI [C] O and selected 6 articles of 9 founded. Results: Nurses have been actively contributing and with different ways to implement the IPS for people with severe mental illness, with focus on creating training programs. Barriers have been identified, particularly: inadequate training, lack the human resources and time and lack of support and organizational strategy. Positive effects have been recorded in people with severe mental illness and their families, such as improving quality of life, decrease family burden, greater autonomy in managing symptoms with preventing relapse; ESMP also have recognized the benefits in terms of changing practices and in objective and subjective measures of well being. Conclusions: Two paths emerge for future research - better knowledge of customers’ perspective in relation to definition the indicators the success of IPS; better understanding of the change process experienced by the ESMP, when implementing the IPS, for persons with severe mental illness and their families. <![CDATA[<b>A Família com Criança Autista</b>: <b>Apoio de Enfermagem</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1647-21602011000100003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O autismo não sendo uma doença, para muitos, é considerado um grave sofrimento mental. Para a Medicina continua a ser um enigma que afecta, profundamente, quem dele padece e os que o rodeiam: a família. Esta perturbação mental implica problemas sociais, de comportamento e de linguagem. A criança autista requer cuidados exigentes de quem de si cuida: na esmagadora maioria os pais. Estes ficam expostos a múltiplos desafios, no dia-a-dia, quer económicos, emocionais, culturais entre outros. O apoio é fundamental para ajudar a família a lidar com a criança autista. Conscientes da pouca informação sobre esta perturbação, que tende a ser mais frequente, sentiu-se a necessidade de realizar um estudo nesta temática com o intuito de contribuir para uma maior sensibilização dos profissionais de saúde, nomeadamente dos enfermeiros. Julgamos que a reflexão e compreensão das implicações que o autismo traz ao seio familiar, que envolvem os cuidados a ter com a criança autista, pelo cuidador principal, possam contribuir de modo a actuar, na prática, de maneira a atenuar estas implicações e sofrimentos. É fundamental ter competências para saber avaliar estas famílias de modo a que a intervenção vá no sentido de se dar apoio à família/cuidador, assim como apontar estratégias de forma a minimizar o impacto da perturbação autista na vida familiar. A Enfermagem tem um papel decisivo nestas intervenções.<hr/>Autism is not a disease, for many it is considered a serious mental illness. For medicine remains a troubling enigma affecting, deeply, who suffers from it and those around the family. This mental disorder involves social problems, behaviour and language. An autistic child who requires demanding to whom takes care of them. Parents are exposed to multiple challenges on a daily basis, whether economic, emotional, cultural and others. The support is fundamental to helping families cope with the autistic child. Aware of the limited information about this disorder that tends to be more frequent, it’s felt the need to conduct a study on this subject in order to contribute to greater awareness among health professionals, particularly nurses. We believe that reflection and understanding of the implications that autism brings to their families, involving the care of the autistic child, by the main caregiver, can contribute to work in practice, so as to mitigate those implications and suffering. It is essential to have abilities to assess these families so that the intervention goes in order to support the family / caregiver, as well as to point strategies to minimize the impact of autistic disorder in family life. Nursing has a key role in these interventions. <![CDATA[<b>Factores Determinantes para as Necessidades em Saúde das Pessoas Consumidoras de Drogas</b>: <b>Uma Revisão Bibliográfica</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1647-21602011000100004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A prestação de cuidados, visando a satisfação das necessidades em saúde, tem acompanhado a prática e a investigação em Enfermagem. As necessidades em saúde podem ser entendidas como essenciais para um melhor bem- estar e melhor aptidão funcional. A sua satisfação possibilita uma maior probabilidade de ausência de doença. Os factores determinantes das necessidades em saúde decorrem de factores individuais, ambientais, económicos, sociais e culturais. Estão relacionados com os estilos de vida ao longo do ciclo vital. São essenciais para uma avaliação de saúde das populações. É relevante a relação entre as necessidades e a sua satisfação como um direito, e neste caso, pode não haver concordância entre a percepção da pessoa acerca das suas necessidades e a do enfermeiro. Realizamos uma revisão bibliográfica com a finalidade de identificar o estado da arte no que se refere aos determinantes para as necessidades em saúde das pessoas consumidoras de drogas. Pesquisamos nas bases de dados scielo e b-on, repositórios de universidades, assim como algumas publicações especializadas. Seleccionamos estudos sobre avaliação de necessidades com dependentes de drogas, estudos que caracterizavam populações integradas em programas de tratamento, relatórios de intervenções e opinião de peritos. Foram analisados 32 artigos, 2 monografias, 2 dissertação e 5 relatórios institucionais. Os descritores foram; avaliação de necessidades, resultados, severidade da adição, qualidade de vida. Pesquisava-mos dados sobre as pessoas consumidoras acima dos 35 anos de idade. O estudo revelou a importância actual de 3 determinantes significativos para as necessidades em saúde dos consumidores de substâncias: o policonsumo de substâncias; as comorbilidades e o envelhecimento a consumir substâncias. A população que recorre aos serviços de atendimento especializado e os estudos de intervenção comunitária revelam cada vez maior policonsumo de diferentes substâncias, evidenciam uma significativa percentagem de comorbilidades físicas e psíquicas e são atendidas pessoas com a idade cada vez mais avançada, o que evidencia a perspectiva de doença crónica. São estes factores que maioritariamente vão determinar as necessidades em saúde e vão orientar a prática dos cuidados de enfermagem. Muitos diagnósticos elaborados materializam a atenção às necessidades alteradas por estes determinantes. Estão relacionados com as necessidades psicobiológicas, psicossociais e psicoespirituais.<hr/>The provision of care aimed the health needs satisfaction has followed the practice and research in nursing. The health needs can be understood as essential to a better well-being, better functional ability and satisfaction enables a greater likelihood of sickness absence. The determinants of health needs arising from individual factors (genetic, biological, behavioural and psychological), environmental, economic, social and cultural. Are related to lifestyles throughout the life cycle. Are essential for assessing the health of populations. It is relevant to the relationship between needs and satisfaction as a right, and in this case, there may be no correlation between the perception of people about their needs and the nurses. We performed a literature review in order to identify the state of the art in regard to determining the health needs of people who consume drugs. We conducted a search in the databases scielo and b-on repositories of universities, as well as some specialized publications. We select studies on needs assessment with drug addicts, studies that characterized people integrated into treatment programs, intervention reports and expert opinion. Were analysed 32 articles, 2 monographs, thesis 2 and 5 institutional reports. The descriptors were: needs assessment, outcome, severity of addiction, quality of life. We researched data about people consuming over 35 years of age. The current study revealed the importance of three significant determinants for the health needs of drug users. The determinants are: the poly-substances; co-morbidities and aging consuming substances. The population that uses the services of specialized care and community intervention studies show an increasing polydrug use of different substances, show a significant percentage of physical and psychological co-morbidities, and the units are meeting with increasingly advanced age showing the perspective of chronic illness. It is these factors that will largely determine the health needs and will direct the practice of nursing. Many diagnoses materialize attention needs altered by these factors. Are related to physiological needs, psychosocial and psycho spiritual. <![CDATA[<b>A Psicoeducação e a Sobrecarga dos Cuidadores Informais do Idoso com Demência</b>: <b>Análise Baseada na Evidência</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1647-21602011000100005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A demência é uma patologia neurodegenerativa em ininterrupto crescimento na população portuguesa, como resultado da diminuição da natalidade e aumento da esperança média de vida, sendo indiscutíveis as suas repercussões, quer para o sujeito, quer para os seus cuidadores. A psicoeducação é uma intervenção de Enfermagem que compreende intervenções sistémicas, didácticas e psicoterapêuticas, adequadas para informar o doente e os seus familiares acerca da doença e do seu tratamento, facilitando a compreensão e a gestão responsável da doença, e dando suporte a todos aqueles que se vêm obrigados a lidar com a doença. Sabendo que a síndrome demencial afecta gravemente, de forma indirecta, os cuidadores informais, este artigo visa perceber se a psicoeducação é uma intervenção de Enfermagem efectiva para reduzir a sobrecarga dos mesmos. Para o efeito, recorreu-se à revisão bibliográfica de três revisões sistemáticas, num modelo assente nos pressupostos da Enfermagem Baseada na Evidência. Da análise realizada, verificou-se que apenas uma das revisões sistemáticas apresentava dois estudos que sugeriam que a psicoeducação poderia estar na origem de uma ligeira redução da sobrecarga dos cuidadores informais, sendo que as outras duas revisões sistemáticas alvo de análise foram unânimes na conclusão da ineficácia da psicoeducação, com uma ausência na redução da sobrecarga. Assim, a psicoeducação parece não ser efectiva, mas verifica- se uma ausência de consenso acerca da intervenção, sendo necessário realizar mais investigação na área, sobretudo em contexto nacional, onde existem ainda poucos estudos efectuados, tendo sido apenas encontrado um trabalho de Mestrado, cujas conclusões eram até opostas àquelas que foram encontradas nas revisões sistemáticas internacionais analisadas.<hr/>Dementia is a neurodegenerative disease that is continuously increasing in Portuguese population as a result of birth rate diminution and increasing average life expectancy, being incontestable its repercussions to the patient and to his/ her caregivers. Psychoeducation is a Nursing intervention that comprises systemic, didactic-psychotherapeutic interventions, which are adequate for informing patients and theirs relatives about the illness and its treatment, facilitating both and understanding and personally responsible handling of the illness and supporting those afflicted in coping with the disorder. Knowing that dementia syndrome affects, indirectly, the informal caregivers, this article aims to understand if psychoeducation is an effective Nursing intervention to reduce caregivers burden. To do so, and using bibliographic review, there were reviewed three systematic reviews through an Evidence-Based Nursing model. The analysis showed that only one of the systematic reviews presented two studies that suggested psychoeducation could help to slightly reduce caregivers burden. However, the other analysed systematic reviews suggested that psychoeducation presents no efficacy, as caregivers’ burden did not decrease as a result of psychoeducation programmes. So, the intervention seems not to be effective, but there is an absence of consensus about that, being necessary to carry out more investigation in this area, mainly in national context, as there was found only one Master’s Dissertation whose conclusions were totally opposite to the conclusions found in the analysed international systematic reviews. <![CDATA[<b>Implicações Psicológicas da Experiência Informal de Cuidar</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1647-21602011000100006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O estudo da prestação informal de cuidados a pessoas com diagnóstico de demência e dependentes tem vindo, progressivamente, a ganhar relevo como objecto de estudo para a comunidade científica portuguesa. Com o rápido envelhecimento da população espera-se que o aumento de casos de demência duplique nos próximos 20 anos. Actualmente sem cura conhecida, esta doença, de evolução progressiva, requer uma abordagem reabilitativa que enfatize a manutenção das capacidades existentes e se oriente por diversas grandes áreas. As autoras, com larga experiência de abordagem multidisciplinar desta problemática, tendo seleccionado o período de tempo compreendido entre 2002 e 2011 de publicações sobre "caregiving dementia", apresentam uma aproximação à revisão sistemática analisando o conteúdo de vários artigos. Os resultados globais indicam uma actuação centrada na reabilitação da díade cuidador-idoso promovendo melhorias nos aspectos comunicacionais desta díade, reduzindo deste modo as implicações psicológicas associadas à actividade informal de cuidar.<hr/>The study of informal care for people with dementia and their dependents has been gradually gaining importance as an object of study for the Portuguese scientific community. With the rapidly aging population is expected that the increase in cases of dementia will double within the next 20 years. Currently with no known cure, this progressive disease requires a rehabilitative approach that emphasizes the maintenance of existing capabilities and that can be guided through several major areas. The authors, with extensive experience of a multidisciplinary approach to this problem, having selected the time period between 2002 and 2011 of publications on "dementia caregiving," present a systematic approach to analysing the content review of several articles. The overall results indicate a performance focused on the rehabilitation of elderly-caregiver dyad promoting improvements in the communication of the dyad, thus reducing the psychological implications associated with the activity of informal care. <![CDATA[<b>Intervenção com Mães de Crianças Hospitalizadas</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1647-21602011000100007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O presente trabalho teve como objectivo implementar intervenções de ajuda/apoio emocional a 47 mães que acompanhavam os seus filhos hospitalizados, durante um período de dezassete meses (Janeiro 2009/Maio 2010). As mães foram referenciadas pela equipa de Enfermagem do Serviço de Pediatria, após detecção de alterações do seu estado emocional, nomeadamente a nível da ansiedade, depressão e stresse. O apoio emocional prestado às mães, reforçou a adaptação destas no processo de doença e hospitalização do seu filho. As intervenções desenvolvidas foram no sentido de fornecer apoio, atenção, compreensão, suporte, clarificação dos sentimentos e escuta com as mães. O desenvolvimento desta intervenção permitiu construir uma reflexão sobre aspectos que tornam a presença dos pais inequivocamente essencial no que é hoje a assistência à criança hospitalizada e da necessidade de cuidados às famílias, nomeadamente a nível do apoio emocional.<hr/>This study aimed to help implement interventions / emotional support to 47 mothers who accompanied their children hospitalized for a period of seventeen months (January 2009/ May 2010), at de Department of Pediatrics of the Santarem’s Hospital. Mothers were referred to the nursing staff after detection of changes in their emotional state, particularly at the level of anxiety, depression and stress. The emotional support provided to mothers, reinforced the adaptation of these strengthened in the process of illness and hospitalization of her son. The interventions were developed in order to provide support, care, understanding, support, clarification of feelings and listen with their mothers. The development of this intervention led to a reflection on aspects that make the presence of parents clearly essential in what is now the care of hospitalized children and the need to care for families, especially at the level of emotional support. <![CDATA[<b>As Famílias com Doentes Mentais</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1647-21602011000100008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt As políticas de saúde vão no sentido de se manterem os doentes mentais na comunidade. À família é exigido o papel de cuidador para o qual não está preparada, não compreende o comportamento do doente nem as manifestações da doença lidando ainda com a culpa, a sobrecarga física e emocional, o isolamento social, e, muitas vezes, dificuldades económicas. Com este estudo pretendemos identificar necessidades em saúde nas famílias com doentes mentais e desenvolver estratégias saudáveis para ultrapassar as dificuldades causadas pela doença. Queremos assim contribuir para a promoção da saúde das famílias com doentes mentais. Optamos por uma amostra constituída por 20 famílias de doentes mentais. Recorremos a entrevistas semi-estruturadas. O tratamento de dados foi sujeito a análise de conteúdo. As famílias sentem-se inseguras e sem saber o que fazer, manifestando que seria importante saber como lidar com o doente e a quem recorrer numa situação de desequilíbrio. Estas informações são importantes no planeamento de cuidados e permitem aos enfermeiros que trabalham com família de doentes mentais intervir junto delas ajudando-as a reajustarem-se aos seus novos projectos de vida.<hr/>Health policies support that people with mental disease should live within the community. Families are expected to take care of their mentally ill members but they are not prepared to deal with it. The family does not understand the patient’s behaviour or the manifestations of the disease still dealing with guilt, physical and emotional burden, social isolation, and often economic difficulties. The aim of this study is to identify the health needs in families with mentally ill and develop healthy strategies to overcome the difficulties caused by the disease. We want to help to promote the health of families with mentally ill patients. A sample of 20 families of mentally ill was studied through semi-structured interviews. Data processing was subjected to content analysis. Families feel insecure, not knowing what to do. They state that it would be important to know how to deal with the patient and who can help them when they turn to an imbalance. This information is important to plan some care and enable nurses working with families of mental patients to intervene with them, so that they can readjust to their new life projects. <![CDATA[<b>Determinismos em Saúde Mental Comunitária</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1647-21602011000100009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt As políticas de saúde vão no sentido de se manterem os doentes mentais na comunidade. À família é exigido o papel de cuidador para o qual não está preparada, não compreende o comportamento do doente nem as manifestações da doença lidando ainda com a culpa, a sobrecarga física e emocional, o isolamento social, e, muitas vezes, dificuldades económicas. Com este estudo pretendemos identificar necessidades em saúde nas famílias com doentes mentais e desenvolver estratégias saudáveis para ultrapassar as dificuldades causadas pela doença. Queremos assim contribuir para a promoção da saúde das famílias com doentes mentais. Optamos por uma amostra constituída por 20 famílias de doentes mentais. Recorremos a entrevistas semi-estruturadas. O tratamento de dados foi sujeito a análise de conteúdo. As famílias sentem-se inseguras e sem saber o que fazer, manifestando que seria importante saber como lidar com o doente e a quem recorrer numa situação de desequilíbrio. Estas informações são importantes no planeamento de cuidados e permitem aos enfermeiros que trabalham com família de doentes mentais intervir junto delas ajudando-as a reajustarem-se aos seus novos projectos de vida.<hr/>Health policies support that people with mental disease should live within the community. Families are expected to take care of their mentally ill members but they are not prepared to deal with it. The family does not understand the patient’s behaviour or the manifestations of the disease still dealing with guilt, physical and emotional burden, social isolation, and often economic difficulties. The aim of this study is to identify the health needs in families with mentally ill and develop healthy strategies to overcome the difficulties caused by the disease. We want to help to promote the health of families with mentally ill patients. A sample of 20 families of mentally ill was studied through semi-structured interviews. Data processing was subjected to content analysis. Families feel insecure, not knowing what to do. They state that it would be important to know how to deal with the patient and who can help them when they turn to an imbalance. This information is important to plan some care and enable nurses working with families of mental patients to intervene with them, so that they can readjust to their new life projects.