Scielo RSS <![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]> http://www.scielo.mec.pt/rss.php?pid=1646-212220170004&lang=pt vol. 25 num. 4 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.mec.pt/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.mec.pt http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1646-21222017000400001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<b>Será a análise do movimento um fator determinante na recuperação da prática desportiva após tratamento cirúrgico da rotura do tendão de Aquiles?</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1646-21222017000400002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introdução: O presente trabalho visa estudar a aplicação de metodologias de análise de movimento como uma ferramenta de suporte à avaliação clínica em doentes intervencionados cirurgicamente a uma rotura do tendão de Aquiles. Métodos: Analisou-se uma amostra de doentes considerando dois protocolos de avaliação. O primeiro compreendeu uma recolha de scores e parâmetros usualmente aplicados em ambiente clínico, enquanto o segundo consistiu numa análise biomecânica. Para simular diferentes níveis de recrutamento do tendão, estudaram-se três movimentos: marcha e subida/descida de degraus com diferentes alturas. Resultados: Pela análise dos scores clínicos e dos sintomas subjetivos reportados, dividiu-se a amostra inicial de doentes em dois grupos. Ambos apresentaram scores positivos nas diferentes componentes da avaliação clinica. Foi observada, contudo, uma diminuição permanente do perímetro gemelar de 3% na perna intervencionada. A avaliação biomecânica não indicou uma variação significativa dos padrões de marcha quando comparados com o grupo de controlo. Porém, o movimento de subida e descida de escadas demonstra a existência de alterações nos padrões cinemáticos e cinéticos, permitindo detetar a adoção de diferentes estratégias na ultrapassagem do mesmo obstáculo. Conclusão: Apesar dos bons scores clínicos, a análise biomecânica comprova a existência de limitações nalguns doentes, particularmente na realização de movimento que exija uma maior atividade do tendão. Os resultados obtidos corroboram a ideia, que a aplicação de metodologias de análise de movimento poderá funcionar como um complemento valoroso à avaliação clínica, especialmente no estudo de atletas nos quais o tempo de recuperação e a perda de desempenho é um fator crítico.<hr/>Introduction: The main goal of this work comprehends the study of the application of motion analysis methodologies as a complement of the clinical evaluation in subjects surgically treated to an Achilles tendon rupture. Methods: The patients’ performance was analyzed considering two evaluation protocols. The first one comprehends the analysis of different scores and parameters usually collected in clinics, while the second consisted in a biomechanical analysis of the patients’ motion. Three daily movements, walking and climbing/downing steps with different heights, were acquired to simulate different recruitment levels of the tendon. Results: The patient initial sample was divided in two groups according to the symptomatology and clinical scores. Both groups presented good to excellent results in the different components of the clinical evaluation. Nevertheless, a permanent decrease of the calf perimeter was observed in the operated leg. The comparison of the gait patterns with a control group did not present significant differences. However, the results obtained for the climbing/downing stairs movement showed variations in the kinematic and dynamic patterns between groups, allowing to detect the adoption of different strategies to surpass the same obstacle. Conclusion: Despite the good scores in the clinical evaluation, the biomechanical analysis evidenced the existence of differences in some patients, while performing movements that require higher tendon recruitment. These results confirm the idea that motion analysis methodologies can be used as an important complement to clinical evaluation, particularly, in the study of athletes, in which the recovering time and performance loss is a crucial factor. <![CDATA[<b>Impacto da re-infusão de sangue autólogo na necessidade de transfusão de sangue alogénico após Artroplastia Total do Joelho</b>: <b>Resultados de um ensaio clínico controlado e randomizado</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1646-21222017000400003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A prevalência de transfusão de sangue após a artroplastia do joelho varia entre 20 a 50%. O concentrado de eritrócitos alogênico é caro, escasso e potencialmente associada a várias complicações. O nosso objetivo foi avaliar a segurança pós-operatória do uso de sistemas de recuperação pós-operatória de sangue autólogo e a sua eficácia na redução das necessidades de transfusão de sangue alogênico. Foram seleccionados 40 doentes. Um grupo (A) foi submetido à colocação de sistema de recuperação de sangue autólogo pós-operatória e outro grupo (B) usou um sistema de drenagem pós-operatório convencional. A população apresentou distribuição normal para a idade, índice de massa corporal e hemoglobina pré-operatória. No grupo A, a hemoglobina média pós-operatória às 2 horas e 24 horas após o final da reinfusão de sangue foi de 12 e 11,8 g / dl, respectivamente. No grupo B, a hemoglobina pós-operatória às 24 horas foi de 9,4 g / dl, o que corresponde a uma diminuição da hemoglobina pós-operatório de 2 ± 1,1 g / dl e 3,7 ± 3 g / dl, respectivamente. No grupo A nenhum paciente necessitou de transfusão de apoio adicional. 7 de 20 pacientes (35%) dos pacientes do grupo B receberam pelo menos uma unidade de sangue alogénico. Encontramos uma diferença estatisticamente significativa (p = 0,034) entre o grupo A e do grupo B para a necessidade de transfusão após a aplicação do teste t de Student para duas amostras independentes. Não foram registadas complicações associadas à re-infusão de sangue autólogo. A reinfusão de sangue autólogo recuperado após artroplastia total do joelho é uma opção segura e economicamente favorável e pode reduzir a necessidade de transfusão de sangue, reduzindo assim as complicações da transfusão de sangue alogênico e permitindo que enfrentar a crescente escassez de suprimento de sangue de doadores.<hr/>Blood transfusion prevalence after knee arthroplasty ranges from 20 to 50%. The allogeneic red cell concentrate is expensive, scarce and potentially associated with several complications. Our aim was to evaluate the safety of the post-operative autologous blood salvage systems use and its efficacy in reducing the needs for allogeneic blood transfusion. 40 patients were selected. One group (A) underwent a post-operative autologous blood salvage system placement and other group (B) used a conventional pos-operative drainage system. The population showed normal distribution for age, body mass index and preoperative hemoglobin. In group A, the mean post-operative hemoglobin 2 hours and 24 hours after the end of blood reinfusion was 12 and 11.8 g/dl respectively. In group B the post-operative hemoglobin at 24 hours was 9.4 g/dl, corresponding to a post-operative hemoglobin decrease of 2 ± 1.1 g/dl and 3.7 ± 3 g/dl respectively. In group A no patient needed additional support transfusion. 7 of 20 patients (35%) of the group B patients received at least one allogeniec blood unit. We found a statistically significant difference (p = 0.034) between group A and group B for transfusion requirements after t-Student's t test application for for two independent samples. No complications were associated with re-infusion of the autologous blood. The reinfusion of autologous blood recovered after total knee arthroplasty is a safe and economically favorable option and can reduce the need for blood transfusion, thereby reducing the complications of allogeneic blood transfusion and allowing to face the increasing scarcity of donor blood supply. <![CDATA[<b>Estudo retrospectivo a longo prazo da osteotomia de Reverdin-Isham</b>: <b>limitações e complicações</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1646-21222017000400004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introdução: No tratamento das deformações do pé, a cirurgia por via percutânea tem vindo a ganhar mais preponderância. A operação de Reverdin-Isham é uma osteotomia subcapital do primeiro metatársico para o tratamento do hallux valgus. De acordo com alguns autores, este procedimento está indicado no hallux valgus ligeiro a moderado. Existem poucos estudos publicados sobre esta osteotomia e nenhum reportando resultados a longo prazo. O objectivo deste estudo foi avaliar os resultados a longo prazo e eventuais limitações desta técnica. Material e Métodos: Avaliámos retrospectivamente 25 doentes (36 pés) operados a hallux valgus utilizando a operação de Reverdin-Isham. Excluímos doentes com metatarsalgia pré-operatória, realização concomitante de osteotomias dos metatársicos laterais e com ângulo intermetatársico (AIM) superior a 17 graus. Avaliámos pré e pós-operatoriamente o ângulo metatarsofalângico (AMTF), AIM e ângulo articular distal metatársico (DMAA). Determinámos a pontuação na escala AOFAS pós operatória, grau de satisfação e eventuais complicações. Resultados: O seguimento médio foi 5.4 anos (4.1-7.4). Valor médio da escala AOFAS obtido: 88.6 (52-100). Trinta e três casos (91.7%) afirmaram estar satisfeitos ou muito satisfeitos. A avaliação radiográfica demonstrou uma correcção média de 14.6 graus (4-44) do AMTF, 2.7 graus (-4-13) do AIM e 9.3 graus (-2-32) do DMAA. Como complicações verificámos recidiva da deformidade em 5 casos (13.9%), encurtamento significativo de M1 em 2 casos (5.5%), sem metatarsalgia de transferência; 1 caso de hipercorrecção do DMAA (2.8%) e 1 caso de hipostesia do hallux (2.8%). Não encontrámos casos com limitação da mobilidade passiva de MTF1 superior a 50% do normal ou com subida da cabeça de M1. A taxa de recidiva foi significativamente maior (p = 0.0027) nos casos com AMTF >40º. Conclusão: Este estudo demonstra que a osteotomia de Reverdin-Isham é eficaz na correcção de hallux valgus leve a moderado, mesmo a longo prazo. No entanto, parece haver uma taxa excessiva de recidiva nos casos AMTF superior a 40 graus.<hr/>Introduction: Percutaneous foot surgery has been gaining greater preponderance in the treatment of foot deformities. The Reverdin-Isham osteotomy is a subcapital first ray osteotomy for the hallux valgus treatment. According to some authors, is indicated in the mild to moderate hallux valgus. There are few published studies on this procedure and none of them with long-term results. The main objective of this study was to evaluate long-term results and eventual limitationsof this technique. Material and Methods: We retrospectively evaluated 25 patients (36 feet) operated on hallux valgus using the Reverdin-Isham operation. Patients with preoperative metatarsalgia, concomitant lateral metatarsal osteotomies and with intermetatarsal angle (IMA) above 17 degrees were excluded. We evaluated, pre and post-operatively, the metatarsophalangeal angle (MPA), IMA and distal metatarsal articular angle (DMAA). We recorded the postoperative AOFAS score, patient satisfaction and eventual complications. Results: Average follow-up was 5.4 years (4.1-7.4 years). The average postoperative AOFAS score was 88.6 (52-100). Thirty three cases (91.7%) were satisfied or very satisfied. The radiographs showed an average correction of 14.6 degrees for the MPA; 2.7 degrees in the IMA and 9.3 degrees for the DMAA. Complications: recurrence of the deformity in 5 cases (13.9%), significant M1 shortening without transfer metatarsalgia in 2 cases (5.5%), 1 case of DMAA overcorrection (2.8%) and 1 case of hypoesthesia (2.8%). There were no cases of loss of passive range of motion superior to 50% of normal or with elevation of the M1 head. Recurrence rate was significantly higher (p = 0.0027) in cases with MPA> 40º. Conclusion: This study shows that the Reverdin-Isham osteotomy is effective in correcting mild to moderate Hallux valgus, even in the long-term. However, there might be a high recurrence rate in cases with an MPA superior to 40 degrees. <![CDATA[<b>Percurso clínico e programa de alta nos doentes com fratura da extremidade proximal do fémur</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1646-21222017000400005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt As fraturas da extremidade proximal do fémur são um desafio médico, ortopédico, social, familiar, económico e até na organização dos serviços de ortopedia. O desenvolvimento de um percurso clínico permitirá à equipa hospitalar que lida com estes doentes optimizar os recursos, melhorar a prestação de cuidados de saúde e até reduzir os gastos. O desenvolvimento de um programa de alta permitirá uma melhor articulação entre os hospitais e os centros de saúde da região de forma a que os cuidados de saúde prestados a estes doentes após alta tenham uma continuidade com uma integração hospital-centro de saúde. Neste artigo os autores fazem uma proposta de percurso clínico e programa de alta baseados na sua experiência pessoal e na revisão bibliográfica que foi realizada.<hr/>Hip fractures are a medical, orthopedic, social, family, economic and even in the organization of orthopedic services challenge. The development of a clinical pathway will allow the hospital staff to optimize resources, improve the delivery of health care and reduce spending. The development of a discharge program will allow better coordination between hospitals and health centers and improve the health care provided to these patients after discharge. So, the treatment will have continuity with a hospital-health center integration. In this article the authors made a proposal for clinical course and discharge program based on their personal experience and literature. <![CDATA[<b>Sinovite Vilonodular Pigmentada do Tornozelo Tratada Artroscopicamente</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1646-21222017000400006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A Sinovite Vilonodular Pigmentada é um distúrbio proliferativo raro da membrana sinovial, que afeta adultos jovens e de meia-idade e é geralmente monoarticular. Esta condição pode ser localmente destrutiva e envolver músculos, tendões, bursas, ossos e pele. Os locais mais comuns são o joelho e anca. A incidência no tornozelo é de 2 a 10%. Os pacientes apresentam-se frequentemente com dor, derrame articular e edema. A radiografia simples pode mostrar defeitos no osso adjacente, quistos ósseos e uma borda esclerótica. Derrames podem aparecer como densidades em radiografias e tomografia computadorizada por causa de alto teor de ferro. A ressonância magnética é útil para delinear a extensão dos tecidos moles e envolvimento ósseo. Este caso clínico apresenta uma doente com episódios de hemartrose recorrente do tornozelo a quem foi diagnosticada Sinovite Vilonodular Pigmentada localizada com destruição da cartilagem articular, tratada artroscopicamente com excisão da lesão e furagens de Pridie do astrágalo. A Sinovite Vilonodular Pigmentada localizada tem um excelente prognóstico e um baixo índice de recidiva quando tratada cirurgicamente. O tratamento artroscópico pode ser considerado uma alternativa nestes doentes, uma vez que se trata de um procedimento menos invasivo que oferece a possibilidade de excisão completa.<hr/>Pigmented Villonodular Synovitis is a rare proliferative disorder of synovial membrane, which affects young and middle-aged adults and is usually monoarticular. This condition can be locally destructive and involve muscles, tendons, bursae, bones and skin. The most common sites of presentation are the knee and hip. The incidence of Pigmented Villonodular Synovitis ankle is between 2 to 10%. The patients often present with pain, swelling and joint effusion. Plain radiographs may show defects in adjacent bone, bone cysts and a sclerotic rim. Articular effusions may appear as densities on radiographs and computed tomography because of high iron content. Magnetic resonance imaging is useful for delineating the extent of soft tissue and bone involvement. This is a case of a patient with recurrent hemarthrosis of the ankle diagnosed with localized Pigmented Villonodular Synovitis and chondral destruction treated with arthroscopic excision of the lesion and microfractures of the talus. The localized form of Pigmented Villonodular Synovitis has an excellent prognosis and a low recurrence rate when treated surgically. Arthroscopic treatment should be considered in these patients, since it is a less invasive procedure that offers the possibility of complete excision. <![CDATA[<b>Traumatismo de alta energia do pé com perda de substância óssea</b>: <b>Reconstrução passo-a-passo</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1646-21222017000400007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Objectivo: Um pé esfacelado representa um desafio na cirurgia ortopédica. A decisão entre amputação e tentativa de reconstrução permanece, até aos dias de hoje, baseada numa decisão caso a caso. Descrição: Apresentamos um doente, de sexo masculino,14 anos, vítima de acidente com hélice de um barco e consequente fractura exposta IIIB Gustillo e Anderson (GA) do tornozelo e pé esquerdos A extremidade foi avaliada de com o “Mangled Extremity Severity Index” (MESS) tendo sido obtido um valor de 6. Aquando o desbridamento e estabilização com fixador externo verificou-se uma necrose óssea extensa do médio-pé, decidindo-se enveredar por um tratamento sequencial: revisão da fixação externa, desbridamento, remoção do osso necrosado e cobertura de partes moles com enxerto musculo-cutâneo. A reconstrução final envolveu a utilização de enxerto de ilíaco estabilizado com placa e parafusos. Na avaliação pós-operatória ao 1º ano a função final obtida do membro foi satisfatória, com um resultado de 82 no “American Foot and Ankle Score”(AOFAS) e de 82,5 no “Foot and Ankle Disability Index” (FADI). Comentários: Na literatura existe uma considerável quantidade de opções terapêuticas. A escassez de evidência cientifica sustenta a controvérsia entre o benefício de um tratamento precoce completo versus um tratamento de reconstrução sequencial. Desta forma, o tratamento de um pé com perda de substância óssea deverá ser baseado numa avaliação clínica adequada e individualizada. As escalas de avaliação das extremidades mutiladas, como o MESS, são úteis mas não constituem por si só fundamento suficiente para se determinar a viabilidade ou a amputação do membro.<hr/>Objective: A mangled foot is a challenge in orthopedic surgery. The decision between amputation and attempted reconstruction remains, to this day, based on a case-by-case decision. Description: We present a patient, male, 14 years old, victim of a propeller accident of a boat and consequent open fracture IIIB Gustillo and Anderson (GA) of the left ankle and foot. The extremity was evaluated with the "Mangled Extremity Severity Index" (MESS) and a value of 6 was obtained. During the debridement and stabilization with external fixator an extensive bone necrosis of the midfoot was verified and so a sequential treatment was defined: external fixation revision, debridement with removal of the necrotic bone and coverage of soft tissue with musculo-cutaneous graft. The final reconstruction involved the use of stabilized iliac graft with plate and screws. At 1st year follow-up the limb function was satisfactory, with a score of 82 on the American Foot and Ankle Score (AOFAS) and 82.5 on the Foot and Ankle Disability Index (FADI). Comments: In the literature there is a considerable amount of therapeutic options. The paucity of scientific evidence supports the controversy between the benefit of a full early treatment versus a sequential reconstruction treatment. In this way, the treatment of a mangle foot with bone loss should be based on an adequate and individualized clinical evaluation. The assessment of mutilated extremities with salvage scores such as MESS, are useful but are not in themselves sufficient for determining the viability or amputation of the limb. <![CDATA[<b>Aloenxerto de tendão de Aquiles no tratamento de rotura crónica do tendão rotuliano após revisão de artroplastia total do joelho</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1646-21222017000400008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A disrupção do aparelho extensor, nomeadamente a rotura do tendão rotuliano, é uma complicação grave após artroplastia total do joelho. A sua reconstrução em roturas crónicas é tecnicamente exigente e, dada a sua raridade, carece de um gold standard estabelecido para o seu tratamento. Este artigo relata a técnica e resultados obtidos com a utilização de um aloenxerto de tendão de Aquiles, na reparação de uma rotura do tendão rotuliano negligenciada, após uma revisão de artroplastia total do joelho. Aos 18 meses de pós-operatório a doente apresenta um arco de movimento activo entre os 0° e os 110°. Descrevem-se os princípios biomecânicos responsáveis pelo bom resultado obtido com esta técnica: fixação rígida da junção receptor/dador, cobertura do aloenxerto com o máximo de tecido autólogo, de forma a maximizar a sua integração, e tensionamento intra-operatório em extensão. Concluiu-se que, na ausência de um gold standard para o tratamento da rotura crónica do tendão rotuliano após artroplastia total do joelho, a escolha da técnica cirúrgica deve depender não só do timing e localização da rotura, mas igualmente do grau de competência dos tecidos hospedeiros, o qual vai depender da idade, co-morbilidades e agressões cirúrgicas e não cirúrgicas prévias ao aparelho extensor.<hr/>Disruption of the extensor apparatus, specifically patellar tendon rupture, is a serious complication after total knee arthroplasty. Its reconstruction in patients with chronic ruptures is technically demanding and, given its rarity, lacks a gold standard treatment. This article reports the technique and results of surgical reconstruction of a neglected patellar tendon rupture after revision total knee arthroplasty, using Achilles tendon allograft. At 18 months of follow-up, the patient has an active range of motion between 0° and 110°. The biomechanical principles, responsible for the good results obtained with this technique, are described: rigid fixation of the receptor / donor junction, coverage of the allograft with the maximum of autogenous tissue, in order to maximize its integration, and intraoperative tensioning in extension. We concluded that, in the absence of a gold standard for the treatment of chronic rupture of the patellar tendon after total knee arthroplasty, the choice of surgical technique should depend not only on the timing and location of the rupture, but also on the degree of competence of the host tissues, which will depend on age, comorbidities and previous surgical and non-surgical aggressions to the extensor apparatus.