Scielo RSS <![CDATA[e-Journal of Portuguese History]]> http://www.scielo.mec.pt/rss.php?pid=1645-643220190001&lang=en vol. 17 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.mec.pt/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.mec.pt <![CDATA[<b>The Preparation of Embassies and the Protocols Followed by Royal Portuguese Ambassadors in the Late Middle Ages</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-64322019000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en Diplomatic correspondence and the information transmitted through letters of instruction, which gave diplomats the necessary support for the performance of their duties, have become a highly important subject in the study of medieval diplomacy. In documents of this type, we can find some quite remarkable and valuable information about what could or could not be said in diplomatic contexts, outlining the rituals, attitudes, and procedures that a diplomat was required to adopt in the course of his international mission. Together with the letters of instruction, diplomats also carried with them letters of credence (commonly known as credentials). These were the documents that the various monarchs gave to their legitimate representatives, and which were designed to be presented at the courts visited by each diplomatic mission. These letters were essential for guaranteeing the correct conduct of negotiations, since, besides presenting the diplomats and expressing the wish that they be afforded credence in their role, these documents also explained the purpose of their missions. Thus, letters of instruction and credence are fundamental tools that enable historians to complete the picture of external relations through the description that they provide of other aspects of communication and symbolic representation, which sometimes tend to go unnoticed in different types of documents. In order to better understand certain fundamental aspects of this analysis, we complemented the information obtained from the aforementioned documentation with data from other documentary sources that indicate some of the protocols that were used in dealings with princes and kings of other realms, as well as the specific characteristics that some of the royal counsellors should have.<hr/>A correspondência e troca de informações, através das cartas de instrução que davam o suporte necessário à atuação de um diplomata, constitui um tema da maior relevância para o estudo da diplomacia medieval. Neste tipo de documentos encontram-se informações bastante singulares sobre o que podia ou não ser proferido nesses contextos: os rituais, as atitudes e os procedimentos que um agente diplomático deveria assumir na sua missão internacional. A par das cartas de instrução, os diplomatas também se faziam acompanhar por cartas de crença (também designadas por credenciais), documentos entregues pelos diversos monarcas aos seus representantes legítimos, a fim de serem apresentadas no destino de cada missão diplomática. Estas cartas eram imprescindíveis à boa execução das negociações, pois, além de apresentarem os diplomatas e manifestarem a vontade de que se lhes fizesse crença, também expunham os propósitos das próprias missões. Deste modo, as cartas de instrução e de crença são instrumentos fundamentais para que o historiador possa complementar o quadro das relações externas, atendendo a outras vertentes mais do foro da comunicação e da representação simbólica e que por vezes passam despercebidas noutras tipologias documentais. Com o propósito de melhor compreender os aspetos fundamentais envolvidos nesta análise, completámos os dados da documentação já referida com os de outras fontes documentais que indicam alguns formulários específicos a usar em atos endereçados aos governantes de outros reinos, bem como as caraterísticas que alguns dos conselheiros régios deveriam ter. <![CDATA[<b>The Cost of Graduation and Academic Rituals</b>: <b>Material Expressions of Student Life in the Late Middle Ages in Portugal</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-64322019000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en Medieval universities were always institutions where certain rituals were regularly performed in varying forms and at different places and moments. Such practices have also been identified as taking place at the Portuguese University, where they marked important moments in a student's life, involving, for example, processions or graduation ceremonies. These were solemn events displaying a strong urban identity, which followed routes that passed by important and symbolic places in the city (cathedrals, churches, public squares, etc.), often complemented by the celebration of religious masses and sermons. The aim of this paper is to reconstruct the urban itineraries followed by the members of universities and the costs and revenues involved in these acts, as expressed in the university statutes issued by King Manuel I (c. 1503).<hr/>A universidade foi sempre uma instituição fortemente ritualizada nas suas práticas, expressas em diferentes formas, espaços e momentos do quotidiano académico. Assinalavam momentos marcantes da vida estudantil, como a concessão de graus ou a realização de procissões, com passagens por lugares importantes e simbólicos da cidade (sé, igrejas, praças públicas, etc.), complementadas por missas e pregações. Tal apropriação do espaço citadino pelos escolares é identificável nas fontes documentais, nomeadamente nos estatutos universitários ordenados pelo rei D. Manuel I (c. 1503). O objetivo deste artigo é reconstituir os itinerários urbanos estudantis e as práticas económicas e financeiras que lhes estavam associadas. <![CDATA[<b>Zenonian Laws on Sea Views and the Image of the City of Lisbon</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-64322019000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en Following the 1755 earthquake, the royal decree that issued directives for the rebuilding of the city of Lisbon emphatically declared the abandonment of the Constitution of Zeno. This decree had its origins in Roman Law and the Code of Justinian, protecting the views from houses facing the sea and, in the case of Lisbon, views over the River Tagus. Although historiographers of urbanism consider this law to be either extinct or forgotten, it was upheld for centuries in Portugal and had a significant bearing on the city's architecture, helping to mold an urban culture that prized Lisbon's visual features and landscapes. I propose to examine the way in which these laws were incorporated into, and applied within, Portuguese law. Above all, I examine how they were understood and experienced in the day-to-day life of the city, where, in the various records of petitions, agreements, contracts, and legal disputes, we can find constant references to these laws, which became a source of privilege and a zealously guarded asset, particularly among the social elite.<hr/>Na sequência do terramoto de 1755 o decreto régio com as directivas para a reedificação da cidade de Lisboa afirmava de forma peremptória a abolição da Constituição Zenoniana. Esta lei que recuava na sua origem ao direito romano e ao código justiniano estabelecia a protecção às vistas das casas voltadas ao mar e, no caso de Lisboa, as vistas sobre o Tejo. Considerada pela historiografia do urbanismo como extinta ou ignorada, esta lei manteve-se em vigor em Portugal durante séculos, tendo uma significativa influência na arquitectura como numa cultura urbanística que tendia a valorizar os aspectos visuais e paisagísticos da cidade de Lisboa. Propomo-nos analisar a forma como estas leis foram integradas e aplicadas no direito português, mas, sobretudo, examinar a maneira como foram entendidas e vividas no dia-a-dia da cidade, onde, através de petições, acordos, contractos e conflitos jurídicos, constatamos uma constante referência a estas leis que aqui vemos emergir como um privilégio e um bem guardado com zelo e orgulho, sobretudo entre as elites. <![CDATA[<b>Joaquim Romero Magalhães and the Early Modern History of Portugal and its Empire</b>: <b>A Tribute</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-64322019000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en Following the 1755 earthquake, the royal decree that issued directives for the rebuilding of the city of Lisbon emphatically declared the abandonment of the Constitution of Zeno. This decree had its origins in Roman Law and the Code of Justinian, protecting the views from houses facing the sea and, in the case of Lisbon, views over the River Tagus. Although historiographers of urbanism consider this law to be either extinct or forgotten, it was upheld for centuries in Portugal and had a significant bearing on the city's architecture, helping to mold an urban culture that prized Lisbon's visual features and landscapes. I propose to examine the way in which these laws were incorporated into, and applied within, Portuguese law. Above all, I examine how they were understood and experienced in the day-to-day life of the city, where, in the various records of petitions, agreements, contracts, and legal disputes, we can find constant references to these laws, which became a source of privilege and a zealously guarded asset, particularly among the social elite.<hr/>Na sequência do terramoto de 1755 o decreto régio com as directivas para a reedificação da cidade de Lisboa afirmava de forma peremptória a abolição da Constituição Zenoniana. Esta lei que recuava na sua origem ao direito romano e ao código justiniano estabelecia a protecção às vistas das casas voltadas ao mar e, no caso de Lisboa, as vistas sobre o Tejo. Considerada pela historiografia do urbanismo como extinta ou ignorada, esta lei manteve-se em vigor em Portugal durante séculos, tendo uma significativa influência na arquitectura como numa cultura urbanística que tendia a valorizar os aspectos visuais e paisagísticos da cidade de Lisboa. Propomo-nos analisar a forma como estas leis foram integradas e aplicadas no direito português, mas, sobretudo, examinar a maneira como foram entendidas e vividas no dia-a-dia da cidade, onde, através de petições, acordos, contractos e conflitos jurídicos, constatamos uma constante referência a estas leis que aqui vemos emergir como um privilégio e um bem guardado com zelo e orgulho, sobretudo entre as elites. <![CDATA[<b>Joaquim Romero Magalhães</b>: <b>A Testimony</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-64322019000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Testimony of friendship and intellectual exchange with Joaquim Romero Magalhães; conditions of archival work; conditions of academic production within a collegial atmosphere.<hr/>Testemunho da criação de amizade e troca intelectual com Joaquim Romero Magalhães; condições de trabalho em arquivo; condições de produção académica num espírito colegial. <![CDATA[<b>Joaquim Romero Magalhães's Thoughts about Early Modern Portugal</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-64322019000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Joaquim Romero Magalhães's essays on Portugal's early modern economy raise several questions about the contribution of the empire and of the crown's fiscal needs to institutional innovation. In these pages we pay a tribute to the author's intellectual legacy by summarising the research avenues he opened up throughout his academic life, partly gathered in the collection of articles intitled Miunças.<hr/>Os ensaios Joaquim Romero Magalhães sobre a economia portuguesa no período moderno abordarem questões fundamentais sobre o contributo do império e das necessidades fiscais da coroa para a emergência de inovações institucionais. Nestas páginas prestamos um tributo ao seu legado intelectual, sintetizando as diferentes pesquisas que o autor seguiu e cujos resultados foram em parte reunidos na colectânea de trabalhos intitulada Miunças. <![CDATA[<b>Joaquim Romero Magalhães and the History of Luso-Brazilian Cartography</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-64322019000100007&lng=en&nrm=iso&tlng=en The History of Portuguese Cartography underwent strong development during the Estado Novo, within a framework of nationalist historiography, supporting colonial postulates. The old charts were presented as evidence of the leading role of Portuguese science during the Renaissance, and as proof of the primacy of the Portuguese geographic discoveries and the rights of colonial occupation and exploration of different territories. With the democratic regime, in the early 1990s, the future of this field of knowledge in Portugal was not quite auspicious. Only two small study groups interested in the History of Cartography coexisted at the University of Lisbon and at the Institute for Tropical Scientific Research. The studies and the diffusion of the History of Luso-Brazilian cartography gathered momentum in Portugal from the mid-1990s, with the presence of Joaquim Romero Magalhães (1942-2018) at the Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, as Commissioner (1999-2002). His mission was to carry out the challenging task of “commemorating” the official arrival of the Portuguese navigators to South America. The “discovery of Brazil” and the relation between Portugal and Brazil, not only in the colonial period but also since the independence of that territory in 1822 to the present, were the major subjects for the organisation of great exhibitions, for publishing historical research works and primary sources, for granting scholarships, for the development of research projects, for organizing scientific meetings, for providing assistance to research centres. Under his supervision old maps and charts were always present in these events and works.<hr/>A História da Cartografia Portuguesa conheceu um período de franco desenvolvimento durante o Estado Novo, no quadro de uma historiografia nacionalista e defensora dos princípios coloniais. Os mapas antigos foram analisados como provas do papel de vanguarda da ciência portuguesa nos séculos XV e XVI, como testemunhos da prioridade dos descobrimentos portugueses e dos direitos de ocupação e exploração colonial de territórios africanos, americanos e asiáticos. Na sequência da implantação do regime democrático, no início da década de 1990, a situação da História da Cartografia em Portugal, não era a mais auspiciosa. Apenas dois pequenos grupos de investigadores se interessavam pelo tema, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e no Instituto de Investigação Científica Tropical. Os estudos e a divulgação da História da Cartografia Luso-Brasileira ganharam um novo impulso, com a presença de Joaquim Romero Magalhães na Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses (1996-2002). A principal missão era “comemorar” a chegada oficial dos navegadores portugueses à América do Sul. O “achamento do Brasil” e a relação entre Portugal e o Brasil, não só no período colonial mas também desde a independência do território, foram os grandes temas para a organização de exposições, edições de fontes e estudos históricos, concessão de bolsas de estudo, estabelecimento de projetos de investigação, organização de reuniões científicas, apoio a centros de investigação e a instituições académicas e culturais. Sob a coordenação de Romero Magalhães, em muitas destas realizações estiveram presentes os mapas antigos, com um destacado papel. <![CDATA[<b>The Role Played by Joaquim Romero Magalhães in the Creation of the Course of Economic and Social History at the University of Coimbra</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-64322019000100008&lng=en&nrm=iso&tlng=en This article summarizes the academic career of Joaquim Romero Magalhães (1942- 2018) and highlights his role in creating the discipline of Economic and Social History at the University of Coimbra, as well as in Portugal as a whole. Romero Magalhães's historiography forms part of the international discussions that have taken place about the relationship between history and economics and emphasizes the challenging and belated institutionalization of Economic History in the Portuguese academic sphere. Both this lengthy delay and his academic affiliations, in particular the influences he drew from the Annales School, help us to understand both how he perceived history and how he sought to write it. The article also includes a description of the process followed in the creation of the discipline of Economic History at the Faculty of Economics of the University of Coimbra and explains the scientific and educational understanding that Romero Magalhães assigned to economic and social history.<hr/>Este artigo sintetiza o percurso académico de Joaquim Romero Magalhães (1942- 2018) e coloca em evidência o seu papel na criação da História Económica e Social na Universidade de Coimbra e em Portugal. O artigo enquadra a historiografia de Romero Magalhães nos debates internacionais sobre as relações entre História e Economia e salienta a difícil e tardia institucionalização da História Económica no espaço académico português. Esse retardamento e as filiações académicas de Romero Magalhães, particularmente as influências que recebeu da Escola dos Annales, ajudam a perceber o modo como entendia a História e como a procurou escrever. A criação da História Económica na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e o entendimento científico e formativo que Romero Magalhães atribuiu à História Económica e Social completam o artigo. <![CDATA[<b>The CNCDP Years</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-64322019000100009&lng=en&nrm=iso&tlng=en After presiding over the Scientific Council of the National Commission for the Commemoration of the Portuguese Discoveries, Joaquim Romero Magalhães held the position of Commissioner-General from February 1999 to November 2002. He focused his attention on the 500th anniversary of Pedro Álvares Cabral's voyage to Brazil. This text recalls some of the main aspects of those celebrations and presents a personal view on events and circumstances that have yet to be made public.<hr/>Após presidir o Conselho Científico da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, Joaquim Romero Magalhães desempenhou funções de Comissário-Geral entre fevereiro de 1999 e novembro de 2002. O foco da sua atividade foi o advento dos 500 anos da viagem de Pedro Álvares Cabral. Apresentam-se aqui alguns dos mais importantes aspetos dessas celebrações e um testemunho sobre episódios e circunstâncias ainda não divulgados. <![CDATA[<b>Joaquim Romero Magalhães</b>: <b>The Writing of History</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-64322019000100010&lng=en&nrm=iso&tlng=en This article deals with Joaquim Romero Magalhães' writing of history, emphasizing the importance of both form and style in his work. I make use of my own reflections and memories as his student and friend, as well as Professor Romero's book reviews, speeches as a member of PhD examination committees, articles and books. Even though an attempt is made to fulfill the formal requirements of this type of analysis, I must mention that this text is intended to raise questions and suggest possible directions for future research and does not seek to draw any definitive conclusions on the subject apart from the following-that Joaquim Romero Magalhães's writing of history deserves to be studied and exalted.<hr/>Este artigo versa sobre a escrita da História de Joaquim Romero Magalhães, com destaque para a importância da forma e do estilo em seus trabalhos. Uso reflexões e lembranças (de orientando e amigo), e resenhas, arguições, artigos e livros da lavra do Professor Romero. Ainda que procure cumprir os requisitos formais que se exigem de análise deste tipo, deve-se salientar que se trata de texto que busca levantar questões e sugerir encaminhamentos, e não propriamente tirar conclusões peremptórias sobre o tema. Afora uma: a escrita da História de Joaquim Romero Magalhães merece ser exaltada e estudada. <![CDATA[<b>What I Learned from Joaquim Romero Magalhães</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-64322019000100011&lng=en&nrm=iso&tlng=en Precisely because they were grounded on a solid knowledge of institutional and social matrices of the Portuguese trans-continental reality, Romero Magalhães's works provide many relevant contributions on specific matters. Often there are less prominent ideas in the overall economy of a work that can be very striking to those who read them. I would like to emphasize three, which decisively influenced my understanding of Portuguese history and all my historiographical output.<hr/>Exactamente porque alicerçada com solidez no conhecimento de matrizes institucionais e sociais da realidade trans-continental portuguesa, os trabalhos de Romero Magalhães fornecem muitas e relevantes contribuições sobre matérias mais específicas. Muitas vezes, existem sugestões relativamente secundárias na economia global de uma obra que podem ser muito marcantes para quem as lê. Gostaria de sublinhar três, que influenciaram de forma decisiva a minha maneira de entender a história portuguesa e toda a minha produção historiográfica. <![CDATA[<b>The Portuguese Inquisition in the Historical Writing of J. Romero Magalhães</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-64322019000100012&lng=en&nrm=iso&tlng=en This article seeks to identify the contributions made by the historiographical works of J. Romero Magalhães to the field of the History of the Inquisition, showing what marks they have left in the historiography and what impasses they have created. The conclusion is that one of the essential features of the author's work was the way in which he wrote; it was also important for its discussion of the impacts of the Inquisition in the territory, as well as its periodization of the presence of the tribunal in Portugal.<hr/>Este artigo tem como objetivo identificar os contributos dos trabalhos historiográficos de J. Romero Magalhães no campo da História da Inquisição: que marcas deixa na historiografia; que impasses criou. Conclui-se que uma das notas essenciais do trabalho do Autor foi o modo como escreveu. Foi também relevante no plano dos impactos da Inquisição no território e na periodização da presença do tribunal em Portugal. <![CDATA[<b>Algarve, the Mediterranean, and the Atlantic</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-64322019000100013&lng=en&nrm=iso&tlng=en Joaquim Romero Magalhães was to begin with a regional historian rooted in the French Annales tradition of social and economic history. His regional history of the Algarve in the sixteenth to eighteenth centuries overflows into the much wider and evolving complexes within which the Portuguese region was framed-the ageing Mediterranean and the growing Atlantic, and their shifting balance in the weaving of a new world economy. It is in the regional origins of Romero Magalhães's trajectory that we find many of the topics and problems that he developed in his historical travels across the empire.<hr/>Joaquim Romero Magalhães foi, antes de mais, um historiador regional enraizado na tradição da história económica e social dos Annales. A sua história regional do Algarve entre os séculos XVI e XVIII transborda para os complexos muito mais amplos e em transformação que enquadravam a região portuguesa-o Mediterrâneo em envelhecimento e o Atlântico em crescimento, e o seu equilíbrio em mutação no tecer de uma economia mundial nascente. É nas origens regionais da trajetória de Romero Magalhães que encontramos muitos dos tópicos e dos problemas que ele desenvolveu nas suas viagens históricas pelo império. <![CDATA[<b>Fragoso, João and Nuno Gonçalo Monteiro (organizadores). Um reino e suas repúblicas no Atlântico. Comunicações políticas entre Portugal, Brasil e Angola nos séculos XVII e XVIII (A Kingdom and its Republics in the Atlantic: Political Communications between Portugal, Brazil, and Angola in the Seventeenth and Eighteenth Centuries)</b>: <b>Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2017. 475 pp. ISBN: 978-85-200-1269-7</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-64322019000100014&lng=en&nrm=iso&tlng=en Joaquim Romero Magalhães was to begin with a regional historian rooted in the French Annales tradition of social and economic history. His regional history of the Algarve in the sixteenth to eighteenth centuries overflows into the much wider and evolving complexes within which the Portuguese region was framed-the ageing Mediterranean and the growing Atlantic, and their shifting balance in the weaving of a new world economy. It is in the regional origins of Romero Magalhães's trajectory that we find many of the topics and problems that he developed in his historical travels across the empire.<hr/>Joaquim Romero Magalhães foi, antes de mais, um historiador regional enraizado na tradição da história económica e social dos Annales. A sua história regional do Algarve entre os séculos XVI e XVIII transborda para os complexos muito mais amplos e em transformação que enquadravam a região portuguesa-o Mediterrâneo em envelhecimento e o Atlântico em crescimento, e o seu equilíbrio em mutação no tecer de uma economia mundial nascente. É nas origens regionais da trajetória de Romero Magalhães que encontramos muitos dos tópicos e dos problemas que ele desenvolveu nas suas viagens históricas pelo império. <![CDATA[<b>Hespanha, António Manuel. Filhos da Terra: Identidades Mestiças nos Confins da Expansão Portuguesa</b>: <b>Lisbon: Tinta da China, 2019. 366 pp. </b><b>ISBN: 9789896714765</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-64322019000100015&lng=en&nrm=iso&tlng=en Joaquim Romero Magalhães was to begin with a regional historian rooted in the French Annales tradition of social and economic history. His regional history of the Algarve in the sixteenth to eighteenth centuries overflows into the much wider and evolving complexes within which the Portuguese region was framed-the ageing Mediterranean and the growing Atlantic, and their shifting balance in the weaving of a new world economy. It is in the regional origins of Romero Magalhães's trajectory that we find many of the topics and problems that he developed in his historical travels across the empire.<hr/>Joaquim Romero Magalhães foi, antes de mais, um historiador regional enraizado na tradição da história económica e social dos Annales. A sua história regional do Algarve entre os séculos XVI e XVIII transborda para os complexos muito mais amplos e em transformação que enquadravam a região portuguesa-o Mediterrâneo em envelhecimento e o Atlântico em crescimento, e o seu equilíbrio em mutação no tecer de uma economia mundial nascente. É nas origens regionais da trajetória de Romero Magalhães que encontramos muitos dos tópicos e dos problemas que ele desenvolveu nas suas viagens históricas pelo império.