Scielo RSS <![CDATA[Ex aequo]]> http://www.scielo.mec.pt/rss.php?pid=0874-556020180002&lang=pt vol. num. 38 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.mec.pt/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.mec.pt http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0874-55602018000200001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<b>Trans-ações de género, operando contra o cistema</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0874-55602018000200002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<b>As engrenagens do poder</b>: <b>Sobre alguns encaixes entre direito, ciência e transexualidades no Brasil</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0874-55602018000200003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt No presente texto, busco demonstrar como nas questões jurídicas das pessoas trans os discursos jurídicos e científicos, especialmente derivados das ciências médicas e psi se articulam. Para tanto, analiso alguns julgamentos de tribunais de justiça brasileiros, ocorridos no período de 1970 a 2018. Argumento que existe uma pluralidade interna a cada um desses discursos e que diversas combinações são possíveis para produzir distintos efeitos práticos nas vidas das pessoas trans. Demonstro que na prática jurídica há uma seleção mais ou menos estratégica de quais discursos são acionados nas decisões, a depender dos efeitos desejados a serem produzidos.<hr/>The present work aims to demonstrate how the legal, medical and psy (psychiatry, psychology and psychiatry) discourses articulate in the legal debate on transgender rights. To this end, I analyze selected judgments from Brazilian courts, occurred in the 1970-2018 period. I claim that there is an internal plurality in each of those discourses and various combinations can be used to produce different practical effects in the lives of transgender people. I show that in the practice of law there is a strategic selection and combination of discourses, depending on the desired effect.<hr/>En el presente texto, busco demostrar cómo en las cuestiones jurídicas de las personas trans los discursos jurídicos, médicos y psi se articulan. Por lo tanto, analizo algunos juzgados de tribunales brasileños, ocurridos en el período de 1970 a 2018. Argumento que existe una pluralidad interna a cada uno de esos discursos y que diversas combinaciones son posibles para producir distintos efectos prácticos en las vidas de las personas trans. Demuestro que en la práctica jurídica a depender de los efectos deseados habrá una selección más o menos estratégica de qué discursos son accionados en las decisiones. <![CDATA[<b>Heróis no armário</b>: <b>Homens trans* e pessoas não binárias prestadoras de cuidado</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0874-55602018000200004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo centra-se em narrativas de homens trans* e pessoas não binárias acerca das suas práticas de prestação de cuidados nos universos íntimos da amizade, da família e da conjugalidade. Reconhecendo formas de resistência à adversidade através da prestação de auxílio, sugere-se conceptualizar o cuidado enquanto ato heroico. Esta reconceptualização do cuidado revela-se significativa em contextos onde, por razões de transfobia e de crescente precariedade, tanto o Estado social quanto as famílias falham na sua função de proteção. As experiências de pessoas trans* e não binárias constituem uma plataforma política fundamental para repensar sociologicamente os conceitos de cuidado, masculinidade e dissidência corporal no marco da cidadania íntima na Europa do Sul.<hr/>This article is focused on narratives produced by trans* men and non-binary people about their practices of care provision in the intimate worlds of friendship, family and coupledom. Recognizing the resistance against adversity through care provision, it is suggested that care can be considered a heroic act. Such reconceptualization of care is particularly significant in contexts in which, due to transphobia and the increasing precariousness, both the state and families fail in their protective role. The experiences of trans* and non-binary people offer a crucial political platform to sociologically rethink care, masculinity and corporeal dissidence in the framework of intimate citizenship in Southern Europe.<hr/>Este artículo se centra en las narrativas de hombres trans* y personas no binarias acerca de sus prácticas de prestación de cuidados en los universos íntimos de la amistad, la familia y la conyugalidad. Reconociendo prácticas de resistencia a la adversidad a través de la prestación de auxilio, se sugiere conceptualizar el cuidado en cuanto acto heroico. Esta reconceptualización del cuidado se revela como significativa en contextos donde, por razones de transfobia y de precariedad creciente, tanto el Estado social como las familias fallan en su función de protección. Las experiencias de personas trans* y no binarias constituyen una plataforma política fundamental para repensar sociológicamente los conceptos de cuidado, masculinidad y disidencia corporal en el marco de la ciudadanía íntima en Europa del Sur. <![CDATA[<b>Memórias possíveis para o movimento trans* no Equador</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0874-55602018000200005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt En los últimos veinte años, Ecuador ha experimentado una serie de transformaciones en materia de derechos sociales que incluye a las personas trans*. En 1997, la homosexualidad dejó de ser un delito y a partir de ese momento quienes fueron consideradas personas delincuentes y enfermas pasaron a convertirse en ciudadanas y sujetos de derechos. El movimiento travesti, transgénero y transexual ha devenido en un sujeto político que ha resistido las más crueles represiones para alcanzar una vida más vivible (Butler 2017). Mediante una metodología cualitativa que incluye entrevistas a activistas, relatos de prensa, documentos bibliográficos y experiencias compartidas del activismo LGBTI+, propo nemos un ejercicio de construcción de memoria trans*.<hr/>In the last twenty years, Ecuador has experimented a number of transformations in social rights that include trans* people. In 1997, homosexuality was no longer considered a crime. From then on, those who were once considered criminals and disturbed individuals became citizens and subjects of rights. Travestites, transgender and transsexual movements have evolved into political subjects that have resisted the cruelest repressions in order to achieve a more livable life (Butler 2017). Using a qualitative methodology grounded in interviews with activists, press articles, biographical documents and LGBTI+ activist shared experiences, we present an exercise of trans* memory construction.<hr/>Nos últimos vinte anos, o Equador passou por uma série de transformações em matéria de direitos sociais que incluiu as pessoas trans*. Em 1997, a homossexualidade deixou de ser um crime e, a partir daquele momento, aqueles que eram considerados delinquentes e doentes tornaram-se cidadãos e sujeitos de direitos. O movimento travesti, transgénero e transexual tornou-se um sujeito político que resistiu às mais cruéis repressões para alcançar uma vida mais vivível (Butler 2017). Através de uma metodologia qualitativa que inclui entrevistas com ativistas, recolha de imprensa, documentos bibliográficos e experiências compartilhadas do ativismo LGBTI+, propomos um exercício de construção da memória trans*. <![CDATA[<b>A vontade de existir</b>: <b>Histórias de violência e resistência numa comunidade de mulheres trans</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0874-55602018000200006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt En este artículo, se analizan diferentes formas de violencia que enfrenta una comunidad de mujeres trans (trabajadoras y extrabajadoras sexuales), en San José, Costa Rica; así como sus estrategias colectivas de resistencia en la defensa de sus vidas y su identidad. El texto se construye con la metodología de narrativas discontinuas, a partir de los registros recabados durante tres años de investigación militante y proceso etnográfico que desarrollé junto a esta comunidad. La metodología busca tejer los relatos múltiples de las participantes para formar una narrativa en la que se reconstruye la historia desde la perspectiva de las protagonistas: las sobrevivientes, las víctimas, las rebeldes insumisas.<hr/>Neste artigo, analisam-se diferentes formas de violência que uma comunidade de mulheres trans (trabalhadoras e ex trabalhadoras sexuais) enfrenta, em San José, Costa Rica; além das suas estratégias coletivas de resistência na defesa das suas vidas e das suas identidades. No texto, utiliza-se a metodologia das narrativas descontinuas, a partir dos registos recolhidos durante os três anos de investigação militante e de processo etnográfico que desenvolvi com esta comunidade. A metodologia procura tecer os relatos diversos das participantes para formar uma narrativa que reconstrua a história a partir da perspectiva das protagonistas: as sobreviventes, as vítimas, as rebeldes insubmissas.<hr/>This article analyzes different forms of violence faced by a community of trans women (sex workers and former sex workers), in the city of San José, Costa Rica; as well as their collective strategies for resisting and defending their lives and their identities. Using a discontinuous narratives technique, in this text, I seek to interconnect stories registered during the three years of militant research and ethnographical process I developed with this community. This approach pursues to knit the narrations of multiple participants, in order to reconstruct the history of this community from their own perspective: as survivals, as victims, as rebels. <![CDATA[<b>Tecnologias de gênero e magia</b>: <b>hormonioterapia e as experiências de vida de mulheres trans*</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0874-55602018000200007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Analisamos a relação entre os hormônios e as experiências de vida de mulheres trans* como um aspecto simbólico do caráter místico que o aparato da saúde pode assumir, especialmente quando suas projeções políticas apontam para uma perspectiva despatologizante dessas experiências. Por meio de uma perspectiva metodológica queer alinhada a elementos da analítica do discurso foucaultiana, argumentamos, a partir de entrevistas e observação de cinco mulheres trans*, que o hormônio, através de uma narrativa mitológica, torna-se um agente social e político que, mesmo inumano, inventa possibilidades de humanidade ao instaurar tecnologias de gênero particulares no processo de cuidado em saúde das mulheres trans*. Observamos, deste modo, como as mulheres trans* se inventam nessa relação com os hormônios e como os processos de subjetivação ocorrem.<hr/>We analyzed the relation between the hormones and the life experiences of trans* women as a symbolic aspect of the mystique character that the health system can assume, specially when its political projections signal a possible depathologization of life experiences. Through a queer methodological perspective, aligned with elements from the Foucauldian discourse analysis, we suggest, based on the interviews and the observation of five trans* women, that the hormone, with its mythic surrounding narrative, becomes a social and political agent that, notwithstanding being nonhuman, creates possibilities of humanity by instituting unusual gender technologies while providing health care services to trans* women. In this way, in this relation with the hormones, we observe how trans* women recreate themselves and how the subjectivation processes happen.<hr/>Analizamos la relación entre las hormonas y las experiencias de vida de mujeres trans* como un aspecto simbólico del carácter místico que el aparato de la salud puede asumir, especialmente cuando sus proyecciones políticas apuntan hacia una perspectiva de despatologización de esas experiencias. Por medio de una perspectiva metodológica que se alinea a elementos de la analítica del discurso foucaultiana, argumentamos, a partir de entrevistas y observación de cinco mujeres trans*, que la hormona, a través de toda una narrativa mitológica a su alrededor, se convierte en un agente social y político que, a pesar de inhumano, inventa posibilidades de humanidad al instaurar tecnologías de género particulares en el proceso de cuidado en salud de las mujeres trans*. En este sentido, observamos como las mujeres trans* se inventan en esa relación con las hormonas y como los procesos de subjetivación ocurren. <![CDATA[<b>Resistências e rejeições nas vivências de pessoas trans no Candomblé da Bahia</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0874-55602018000200008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Neste artigo, analisam-se as experiências de três pessoas trans em terreiros de Candomblé localizados na cidade de Salvador, Bahia, Brasil. Através de entrevistas em profundidade, elas relataram como as suas identidades de gênero não foram respeitadas (no tocante a interdições de vestuário, nas relações interpessoais e na organização do trabalho ritual) e quais estratégias elas desenvolveram para continuar praticando a religião afro-brasileira e terem as suas identidades respeitadas<hr/>The article analyzes the experiences of three trans persons in Candomblé's terreiros in the city of Salvador, Bahia, Brazil. Through in-depth interviews, these people report on how their gender identities were not respected (interdictions on clothing, interpersonal relations and the organization of ritual work) and what strategies they developed to continue practicing the Afro-Brazilian religion and have their identities respected.<hr/>En el artículo, se analizan las experiencias de tres personas trans en terreiros de Candomblé situados en la ciudad de Salvador, Bahía, Brasil. Desde entrevistas en profundidad, ellas relataron cómo sus identidades de género no fueron respetadas (en cuanto a prohibiciones de ropa, en las relaciones interpersonales y en la organización del trabajo ritual) y qué estrategias desarrollaron para seguir practicando la religión afrobrasileña y tener sus identidades respetadas. <![CDATA[<b>Faltam Palavras! As pessoas trans* não binárias no Estado espanhol</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0874-55602018000200009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Algunas personas sienten que su identidad sexual o de género no encaja en las categorías binarias disponibles, sus vidas están invisibilizadas y sus necesidades no están suficientemente exploradas. A través de entrevistas semiestructuradas con diez personas, abordamos sus experiencias y referentes, su orientación sexual, la percepción de la atracción y el deseo. En su búsqueda de una vida vivible y de poder dar significado a esa falta de identificación con el sexo y género asignado, generan estrategias creativas que les permiten habitar mejor el propio cuerpo, la identidad y el mundo a su alrededor. Además de sus necesidades, tratamos de evidenciar aquellas normas hegemónicas que generan patrones de exclusión y facilitamos algunas recomendaciones para profesionales y activistas.<hr/>Algumas pessoas sentem que a sua identidade sexual ou de género não se encaixa nas categorias binárias disponíveis, as suas vidas são invisibilizadas e as suas necessidades não são suficientemente exploradas. Através de entrevistas semiestruturadas com dez pessoas, exploramos as suas experiências e os seus referentes, a sua orientação sexual, a perceção da atração e o desejo. Na sua busca por uma vida vivível e capaz de dar sentido à falta de identificação com o sexo e género atribuídos, encontram estratégias criativas que lhes permitem habitar melhor o próprio corpo, a identidade e o mundo ao seu redor. Além das suas necessidades, procurámos destacar as normas hegemónicas que geram padrões de exclusão e fornecemos algumas recomendações para profissionais e ativistas.<hr/>Some people feel that their sexual or gender identity does not fit into the available binary categories; their lives are invisible and their needs are not sufficiently explored. Through ten semi-structured interviews with non-binary people, we explore their experiences and referents, as well as their sexual orientation, their perception of desire and attraction. Searching for a liveable life, and for being able to give meaning to the lack of identification with the assigned sex and gender, they come up with creative strategies. These strategies allow them to best inhabit their bodies, identities and the world around them. In addition to describing their needs, we try to make explicit the hegemonic norms that generate patterns of exclusion and we also offer some recommendations for professionals and activists. <![CDATA[<b>Gozar os géneros</b>: <b>para uma escuta <i>queer</i> de não-binarismos de género</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0874-55602018000200010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Neste artigo, pretende-se explorar as vivências subjetivas, relacionais e sociais de sujeitos questionantes do binarismo de género. Tendo por base os estudos queer, partimos à exploração e desconstrução de mecanismos sociais opressores neste binarismo. Foram entrevistadas oito pessoas questionantes do binarismo de género e procedeu-se à análise temática (Braun e Clarke 2006) dos dados recolhidos. Emergiram dois temas: (i) processos de subjetivação - ao nível do self e da alteridade retratando as diversas dificuldades e conquistas; e (ii) «Sem um lugar que seja seu» - caracterização da opressão da heteronormatividade nas posições de sujeito e nos processos de genderização de contextos; temas estes que elucidam a desumanização experienciada pelo choque entre a desidentificação face ao binarismo de género e a obrigatoriedade de cumprir normas.<hr/>The present work aims to explore the subjective, relational, and social experiences of individuals who question the gender binarism. From a queer standpoint, we start exploring and deconstructing the oppressive social mechanisms of this binarism. We interviewed eight people who question the gender binarism and proceeded to the thematic analysis to systemize the collected data (Braun e Clarke 2006). Two themes emerged from this analyse: (i) subjectivation processes - at the level of the self and of the otherness, portraying the hardships and achievements; (ii) «Without a place of one's own»- characterization of the oppression of hetereonormativity in the subject positions and in the processes of genderization of contexts. These themes shed light to the dehumanizing experience of the clash between non-identifying with the gender binarism and the demand to obey the norms.<hr/>En este artículo, se pretende explorar las vivencias subjetivas, relacionales y sociales de sujetos cuestionantes del binarismo de género. Con base en los estudios queer, partimos a la explotación y desconstrucción de mecanismos sociales opresores en este binarismo. Se entrevistó a ocho personas cuestionantes del binarismo de género, y se procedió al análisis temático (Braun e Clarke 2006) de los datos recogidos. Se plantearon dos temas: (i) procesos de subjetivación - a nivel del self y de la alteridad, retratando las diversas dificultades y conquistas; y (ii) «sin un lugar que sea suyo» - caracterización de la opresión de la heteronormatividad en las posiciones de sujeto y en los procesos de genderización de contextos; temas que elucidan la deshumanización experimentada por el conflicto entre la desidentificación frente al binarismo de género y la obligatoriedad de cumplir normas. <![CDATA[<b>Quando a moda é política</b>: <b>as mulheres negras e a Revista<i> Afro Brasil</i></b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0874-55602018000200011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Neste artigo realizam-se algumas reflexões acerca da mulher negra e sua relação com a moda como ferramenta de luta sociopolítica. Elegemos como campo de estudo a revista Raça Brasil, que teve seu nome alterado em meados do ano de 2016 para Afro Brasil. A partir do periódico e da seleção de alguns de seus exemplares e colunas, abordamos a presença e representação da mulher negra relacionando a mesma aos elementos culturais e políticos presentes na moda. A partir das colunas de moda e beleza, foi possível relacionar a luta do feminismo negro presente na sociedade brasileira através de um discurso de valorização étnico-racial que nos leva a pensar a moda como uma ferramenta de reivindicação social e, portanto, política.<hr/>This article discusses about black woman and the relationship with fashion as a tool for socio-political struggle. We chose as field of study the magazine Raça Brasil, that had its name changed in the middle of the year 2016 for Afro Brazil. From the periodical and the selection of some of its issues and columns, we address the presence and representation of the black woman relating it to the cultural and political elements present in fashion. From the columns of fashion and beauty, it was possible to relate the struggle of black feminism present in the Brazilian society through a discourse of ethnic-racial valorization that leads us to think of fashion as a tool of social and therefore political claim.<hr/>En este artículo se realizan algunas reflexiones acerca de la mujer negra y su relación con la moda como herramienta de lucha sociopolítica. Elegimos como campo de estudio la revista Raza Brasil, que tuve su nombre alterado a mediados del año 2016 a Afro Brasil. A partir del periódico y la selección de algunos de sus ejemplares y columnas, abordamos la presencia y representación de la mujer negra relacionándola a los elementos culturales y políticos presentes en la moda. A partir de las columnas de moda y belleza, fue posible relacionar la lucha del feminismo negro presente en la sociedad brasileña a través de un discurso de valoración étnico-racial que nos lleva a pensar la moda como una herramienta de reivindicación social y, por lo tanto, política. <![CDATA[<b>Dinâmicas Internacionais do Bullying entre Meninas</b>: <b>Explorando as Tramas do Aprendizado de Gênero</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0874-55602018000200012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Neste estudo, analisa-se como meninas entre 11 e 15 anos manejam o bullying como mecanismo socializador, que classifica os pares em um jogo de diferenças e oposições. Trata-se de uma pesquisa etnográfica realizada em duas escolas públicas das capitais dos Estados de São Paulo e Salvador, Brasil. Práticas de bullying configuram uma forma de interação que as ordena socialmente, por meio da regulação da sexualidade. Nesse contexto, as disputas por poder estruturam a prescrição de modos de ser menina e definem posições na hierarquia social. A micropolítica instaurada nessa disputa evidencia como controle e punição sociais conduzem ao aprendizado de representações convencionais de feminilidade.<hr/>This study analyzes how girls between 11 and 15 years old manage bullying as a socializing mechanism, which classifies the peers into a game of differences and oppositions. It is an ethnographic research carried out in two public schools of the states of São Paulo and Salvador, Brazil. Bullying practices constitute a form of interaction that orders them socially, through the regulation of sexuality. In this context, disputes over power structure the prescription of ways of being girl and define positions in the social hierarchy. The micropolitics established in this dispute shows how social control and punishment lead to the learning of conventional representations of femininity.<hr/>Este estudio analiza cómo las chicas entre 11 y 15 años operan el acoso escolar como mecanismo socializador, que clasifica a los pares en un juego de diferencias y oposiciones. La pesquisa etnográfica fue realizada en dos escuelas públicas de las capitales estaduales brasileñas São Paulo y Salvador. Las prácticas de acoso configuran una forma de interacción que las ordena socialmente, por medio de la regulación de la sexualidad. En ese contexto, las disputas por poder estructuran la prescripción de modos de ser chica y definen posiciones en la jerarquía social. La micropolítica instaurada en esa disputa evidencia como el control y castigo social conducen la introyección de representaciones convencionales de feminidad. <![CDATA[<b>Women in International and Universal Exhibitions, 1876-1937</b>: <b>editado por Rebecca Rogers e Myriam Boussahba-Bravard. Nova Iorque e Londres: Routledge, 2018, 286 pp.</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0874-55602018000200013&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Neste estudo, analisa-se como meninas entre 11 e 15 anos manejam o bullying como mecanismo socializador, que classifica os pares em um jogo de diferenças e oposições. Trata-se de uma pesquisa etnográfica realizada em duas escolas públicas das capitais dos Estados de São Paulo e Salvador, Brasil. Práticas de bullying configuram uma forma de interação que as ordena socialmente, por meio da regulação da sexualidade. Nesse contexto, as disputas por poder estruturam a prescrição de modos de ser menina e definem posições na hierarquia social. A micropolítica instaurada nessa disputa evidencia como controle e punição sociais conduzem ao aprendizado de representações convencionais de feminilidade.<hr/>This study analyzes how girls between 11 and 15 years old manage bullying as a socializing mechanism, which classifies the peers into a game of differences and oppositions. It is an ethnographic research carried out in two public schools of the states of São Paulo and Salvador, Brazil. Bullying practices constitute a form of interaction that orders them socially, through the regulation of sexuality. In this context, disputes over power structure the prescription of ways of being girl and define positions in the social hierarchy. The micropolitics established in this dispute shows how social control and punishment lead to the learning of conventional representations of femininity.<hr/>Este estudio analiza cómo las chicas entre 11 y 15 años operan el acoso escolar como mecanismo socializador, que clasifica a los pares en un juego de diferencias y oposiciones. La pesquisa etnográfica fue realizada en dos escuelas públicas de las capitales estaduales brasileñas São Paulo y Salvador. Las prácticas de acoso configuran una forma de interacción que las ordena socialmente, por medio de la regulación de la sexualidad. En ese contexto, las disputas por poder estructuran la prescripción de modos de ser chica y definen posiciones en la jerarquía social. La micropolítica instaurada en esa disputa evidencia como el control y castigo social conducen la introyección de representaciones convencionales de feminidad. <![CDATA[<b>A New History of Iberian Feminisms</b>: <b>editado por Silvia Bermúdez e Roberta Johnson. Toronto: University of Toronto Press, 2018, 544 pp.</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0874-55602018000200014&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Neste estudo, analisa-se como meninas entre 11 e 15 anos manejam o bullying como mecanismo socializador, que classifica os pares em um jogo de diferenças e oposições. Trata-se de uma pesquisa etnográfica realizada em duas escolas públicas das capitais dos Estados de São Paulo e Salvador, Brasil. Práticas de bullying configuram uma forma de interação que as ordena socialmente, por meio da regulação da sexualidade. Nesse contexto, as disputas por poder estruturam a prescrição de modos de ser menina e definem posições na hierarquia social. A micropolítica instaurada nessa disputa evidencia como controle e punição sociais conduzem ao aprendizado de representações convencionais de feminilidade.<hr/>This study analyzes how girls between 11 and 15 years old manage bullying as a socializing mechanism, which classifies the peers into a game of differences and oppositions. It is an ethnographic research carried out in two public schools of the states of São Paulo and Salvador, Brazil. Bullying practices constitute a form of interaction that orders them socially, through the regulation of sexuality. In this context, disputes over power structure the prescription of ways of being girl and define positions in the social hierarchy. The micropolitics established in this dispute shows how social control and punishment lead to the learning of conventional representations of femininity.<hr/>Este estudio analiza cómo las chicas entre 11 y 15 años operan el acoso escolar como mecanismo socializador, que clasifica a los pares en un juego de diferencias y oposiciones. La pesquisa etnográfica fue realizada en dos escuelas públicas de las capitales estaduales brasileñas São Paulo y Salvador. Las prácticas de acoso configuran una forma de interacción que las ordena socialmente, por medio de la regulación de la sexualidad. En ese contexto, las disputas por poder estructuran la prescripción de modos de ser chica y definen posiciones en la jerarquía social. La micropolítica instaurada en esa disputa evidencia como el control y castigo social conducen la introyección de representaciones convencionales de feminidad. <![CDATA[<b>L´Europe des Femmes. XVIIIe-XXIe siècle</b>: <b>coordenado por Julie Le Gac e Fabrice Virgílio, Paris: Perrin, 2017, 351 pp.</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0874-55602018000200015&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Neste estudo, analisa-se como meninas entre 11 e 15 anos manejam o bullying como mecanismo socializador, que classifica os pares em um jogo de diferenças e oposições. Trata-se de uma pesquisa etnográfica realizada em duas escolas públicas das capitais dos Estados de São Paulo e Salvador, Brasil. Práticas de bullying configuram uma forma de interação que as ordena socialmente, por meio da regulação da sexualidade. Nesse contexto, as disputas por poder estruturam a prescrição de modos de ser menina e definem posições na hierarquia social. A micropolítica instaurada nessa disputa evidencia como controle e punição sociais conduzem ao aprendizado de representações convencionais de feminilidade.<hr/>This study analyzes how girls between 11 and 15 years old manage bullying as a socializing mechanism, which classifies the peers into a game of differences and oppositions. It is an ethnographic research carried out in two public schools of the states of São Paulo and Salvador, Brazil. Bullying practices constitute a form of interaction that orders them socially, through the regulation of sexuality. In this context, disputes over power structure the prescription of ways of being girl and define positions in the social hierarchy. The micropolitics established in this dispute shows how social control and punishment lead to the learning of conventional representations of femininity.<hr/>Este estudio analiza cómo las chicas entre 11 y 15 años operan el acoso escolar como mecanismo socializador, que clasifica a los pares en un juego de diferencias y oposiciones. La pesquisa etnográfica fue realizada en dos escuelas públicas de las capitales estaduales brasileñas São Paulo y Salvador. Las prácticas de acoso configuran una forma de interacción que las ordena socialmente, por medio de la regulación de la sexualidad. En ese contexto, las disputas por poder estructuran la prescripción de modos de ser chica y definen posiciones en la jerarquía social. La micropolítica instaurada en esa disputa evidencia como el control y castigo social conducen la introyección de representaciones convencionales de feminidad. <![CDATA[<b>Medusa no Palácio da Justiça ou uma história da violação sexual</b>: <b>de Isabel Ventura, Lisboa: Tinta da China, 2018, 480 pp.</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0874-55602018000200016&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Neste estudo, analisa-se como meninas entre 11 e 15 anos manejam o bullying como mecanismo socializador, que classifica os pares em um jogo de diferenças e oposições. Trata-se de uma pesquisa etnográfica realizada em duas escolas públicas das capitais dos Estados de São Paulo e Salvador, Brasil. Práticas de bullying configuram uma forma de interação que as ordena socialmente, por meio da regulação da sexualidade. Nesse contexto, as disputas por poder estruturam a prescrição de modos de ser menina e definem posições na hierarquia social. A micropolítica instaurada nessa disputa evidencia como controle e punição sociais conduzem ao aprendizado de representações convencionais de feminilidade.<hr/>This study analyzes how girls between 11 and 15 years old manage bullying as a socializing mechanism, which classifies the peers into a game of differences and oppositions. It is an ethnographic research carried out in two public schools of the states of São Paulo and Salvador, Brazil. Bullying practices constitute a form of interaction that orders them socially, through the regulation of sexuality. In this context, disputes over power structure the prescription of ways of being girl and define positions in the social hierarchy. The micropolitics established in this dispute shows how social control and punishment lead to the learning of conventional representations of femininity.<hr/>Este estudio analiza cómo las chicas entre 11 y 15 años operan el acoso escolar como mecanismo socializador, que clasifica a los pares en un juego de diferencias y oposiciones. La pesquisa etnográfica fue realizada en dos escuelas públicas de las capitales estaduales brasileñas São Paulo y Salvador. Las prácticas de acoso configuran una forma de interacción que las ordena socialmente, por medio de la regulación de la sexualidad. En ese contexto, las disputas por poder estructuran la prescripción de modos de ser chica y definen posiciones en la jerarquía social. La micropolítica instaurada en esa disputa evidencia como el control y castigo social conducen la introyección de representaciones convencionales de feminidad.