Scielo RSS <![CDATA[Economia Global e Gestão]]> http://www.scielo.mec.pt/rss.php?pid=0873-744420110003&lang=pt vol. 16 num. 3 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.mec.pt/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.mec.pt <![CDATA[<b>Na senda de uma nova (con)vivência</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0873-74442011000300001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<b>Publicar é preciso</b>: <b>os dilemas do professor</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0873-74442011000300002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O mundo era simples. Os professores e pesquisadores escreviam, as editoras publicavam, os interessados compravam os livros ou revistas, e o dinheiro dos compradores viabilizava a divulgação. Hoje, de um lado temos uma elite de revistas indexadas, e a árdua batalha por espaço e, de outro, as editoras que passaram a cobrar cada vez mais pelo acesso, enquanto se abre um imenso espaço aberto de acesso on-line e de colaboração direta e imediata entre pesquisadores de todo o planeta. A tensão entre o mundo dos copyrights e pedágios, e a necessidade de sistemas ágeis e abertos é delineada neste artigo, analisando sucessivamente as práticas do oligopólio das editoras, os dilemas jurídicos, as novas soluções e as resistências do sistema tradicional.<hr/>The world was simple. Professors and researchers used to write their papers, publishers put them on real paper and sold them, and the money they got made the science go around. Today we have on one side an elite of places where we have to publish, and publishing houses which charge absurd amounts for every paper we buy the access to. And they know that a professor’s reputation depends on publishing in a noble scientific environment. There is no way around the tollbooth. But, on the other hand, the new technologies have opened a myriad of different solutions, not only to publish without waiting for years, but to have immediate comments from fellow scientists around the world. There is a clear tension being built between the two worlds, the tollbooth and open access, and much moralistic discourse. Going beyond ideology and fundamentalism, we have here tried to put down what is working. <![CDATA[<b>Cultura organizacional sob o prisma das teorias de <i>cross-culture</i></b>: <b>um estudo de caso brasileiro</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0873-74442011000300003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt As principais teorias de cross-culture têm fornecido importantes subsídios para uma melhor compreensão das diferentes culturas nacionais, como também têm contribuído de forma significativa para as pesquisas sobre cultura organizacional. O presente estudo tem como objetivo analisar a influência da cultura nacional na validação e legitimação de práticas e modelos gerenciais. Para tal, foi feito o mapeamento da cultura organizacional de uma filial numa empresa multinacional no ramo de consultoria financeira e contábil, com presença no Brasil. Como embasamento teórico foram utilizados os arcabouços culturais elaborados por Hofstede (1990, 1991, 1994) e Trompenaars (1994), assim como foram utilizados estudos nacionais na área de gestão que abordam algumas particularidades entre cultura brasileira e gestão organizacional. Utilizou-se o método de pesquisa qualitativa, com a realização de entrevistas em profundidade com funcionários da empresa pesquisada. Os resultados mostram quais os elementos presentes na dinâmica organizacional que são percebidos como mais significativos pelos indivíduos entrevistados, assim como é analisado como as práticas gerenciais desta instituição podem estar relacionadas com a cultura brasileira. Conclui-se que a compreensão, tanto da dinâmica da cultura organizacional, quanto da adequação desta aos valores nacionais, pode se tornar uma importante ferramenta para a gestão organizacional.<hr/>The main cross-culture theories have provided important foundations for a better understanding of different national cultures, and have also significantly contributed for the research on organizational culture. This study aims to analyze the influence of national culture in the validation and legitimization of practices and management models. To achieve this purpose, the organizational culture of a multinational financial accounting consulting subsidiary, with operations in Brazil was mapped. Hofstede’s (1990, 1991, 1994) and Trompenaars’s (1994) cultural frameworks were used as theoretical foundation, as well as some Brazilian studies that address some peculiarities of Brazilian culture and organizational management. The qualitative research method was used, with the holding of in-depth interviews with the employees of the analyzed company. Results show which elements present in the organizational dynamics are perceived as more significant by the individuals interviewed. The relationship of management practices and Brazilian culture is also analyzed. It follows that the understanding of both the dynamics of organizational culture and its adequacy with the national values can be an important tool for organizational management. <![CDATA[<b>Impacto da redução de impostos sobre o trabalho, capital e consumo no crescimento económico da União Europeia dos 15</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0873-74442011000300004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo tem por objectivo averiguar se uma redução nos impostos sobre o trabalho, capital e consumo poderão afectar permanentemente o crescimento económico, validando o paradigma do crescimento endógeno ou, se pelo contrário, afectam apenas o nível de output (teoria do crescimento exógeno). Recorrendo às taxas efectivas de impostos sobre as funções económicas estimadas por Martinez-Mongay (2000) e à estimação de modelos dinâmicos de séries temporais, que permitem estudar os efeitos de curto e de longo prazo, os resultados obtidos para 14 Estados-Membros da União Europeia dos 15, no período 1970-2000, sugerem a validação do paradigma de crescimento endógeno. Em particular, a redução dos impostos sobre o trabalho e o capital poderia estimular o crescimento económico de longo prazo.<hr/>This article aims to investigate whether a reduction in taxes on labor, capital and consumption can permanently affect economic growth, validating the endogenous growth model or, by contrast, affect only the level of output (exogenous growth theory). Using the effective tax rates by economic functions, estimated by Martinez-Mongay (2000) on a time-series dynamic model, which allow studying short and long term effects, the results for 14 Member States of the EU15, in the period 1970-2000, seem to be consistent with the endogenous growth paradigm. In particular, cuts in labor and capital taxes could stimulate long-run growth. <![CDATA[<b>Mindfulness, steps towards a conscious consumption</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0873-74442011000300005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt El desarrollo económico actual se basa en la promoción del consumo. En esta promoción las personas son expuestas a caer en un círculo de satisfacción - insatisfacción que las empuja a adquirir nuevos bienes y servicios. Este comportamiento aumenta el sufrimiento y malestar personal y colectivo, en beneficio del crecimiento económico. El desarrollo de habilidades a nivel psicológico a través de la práctica de la atención plena en el momento presente permite que las personas se empoderen de sus propios proyectos de vida, para que ellas mismas puedan ir poniendo en práctica acciones hábiles que maximicen su bienestar. El desarrollo de estas habilidades afectará la demanda personal por bienes y servicios, poniéndola al servicio de un proyecto de vida más consciente y activo.A partir de la evidencia de los efectos positivos que ha demostrado la práctica de mindfulness, tanto a nivel psicológico como neurobiológico, se desarrolla un modelo de consumo consciente .<hr/>Economic development today is based on promoting consumption. In this promotion, people are exposed to fall within a circle of satisfaction - dissatisfaction that pulls them to acquire new goods and services. This behavior promotes the economic growth, but increases personal suffering and distress.To increase the psychological skills through practice of mindfulness in the present moment allows people to empower their own life projects, allowing themselves to work in implementing actions that maximize their welfare. The promotion of these skills will affect the personal demand for goods and services, putting them at the service of a more aware and active life plan. From the evidence of the positive effects of mindfulness practice, psychological and neurobiological, it’s been developed a model of conscious consumption. <![CDATA[<b>Incentivos económicos para diferenciação vertical de produtos no setor dos vinhos brasileiros</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0873-74442011000300006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt While wine is traditionally viewed as a product typical of European and Mediterranean wine producing countries, in recent decades vineyards have developed in all continents. Consequently, wines have been classified as coming from the Old World (traditional European and Middle Eastern producers), and New World (countries who developed their tradition in wine making more recently). Apart from individual taste, the marketing strategy adopted in these two origins clearly differentiates: based largely on the place of origin in the Old World by means of Appellation of Origin labelling; and based predominantly on the vine grown in the New World. Nonetheless, quality segmentation seems to have become more frequent in the New World, as it allows producers to compete in different segments of the market. In this work, we use data from Brazilian wine producing firms located in the Vale dos Vinhedos, State of Rio Grande do Sul, a region producing about 90% of all Brazilian wine. Brazilian firms have recently started to differentiate products by origin-based quality signals; they supply the markets with multiple products and are increasing market segmentation. Within this particular wine district, we estimate a production function for different wine categories, identifying the different factors contributing to the changing marketing strategy in the study area. Results indicate that vertical differentiation is a strategy pursued to optimise the economic efficiency of inputs. In particular, expenditure on product-related inputs (e.g. grape, bottle) are particularly important for lower segments, whilst expenditures in quality-related inputs (e.g. labour) are crucial for high quality wines. Consequently, it appears that vertical differentiation in the wine market is the consequence of economic incentives focusing on efficiency, rather than political or economic rent.<hr/>Apesar do vinho ser visto tradicionalmente como um produto típico dos países produtores europeus e mediterrânicos, nas últimas décadas as vinhas têm-se implantado em todos os continentes. Consequentemente, os vinhos são classificados como provenientes do Velho Mundo (países produtores tradicionais europeus e do médio oriente) e do Novo Mundo (países com tradição mais recente na produção de vinho). Para além do gosto individual, estes dois tipos de origem apresentam estratégias de marketing claramente diferentes: baseada sobretudo no local de origem no Velho Mundo, através do uso da Denominação de Origem; baseada nas castas das videiras, no Novo Mundo. Todavia, a segmentação pela qualidade tem-se tornado mais frequente no Novo Mundo, já que permite que os produtores possam competir em diferentes segmentos de mercado. Neste trabalho usamos informação relativa ao vinho brasileiro, produzido em empresas localizadas no Vale dos Vinhedos, Estado do Rio Grande do Sul, uma região que produz cerca de 90% de todo o vinho brasileiro. As empresas brasileiras começaram recentemente a diferenciar também os seus produtos com base na origem dos sinais de qualidade, oferecendo no mercado múltiplos produtos específicos, aumentando, assim, a segmentação do mercado. Para esta região vinícola em particular, estimamos uma função de produção para diferentes categorias de vinho, identificando os diferentes fatores que contribuem para a estratégia de marketing na área em estudo. Os resultados indicam que a diferenciação vertical é uma estratégia utilizada para optimizar a eficiência económica dos fatores. Em particular, os gastos em fatores relacionados com o tipo de produto (por exemplo, a uva, o tipo de garrafa, etc.) são particularmente importantes para os segmentos mais baixos, enquanto os gastos em fatores relacionados com a qualidade (por exemplo, o trabalho especializado) são cruciais para os vinhos de alta qualidade. Por conseguinte, sugere-se que, no mercado do vinho, a diferenciação vertical é mais consequência de incentivos económicos baseados na eficiência, do que baseados numa renda de origem política ou económica. <![CDATA[<b>Cooperação e boas práticas na Rede PME Inovação COTEC</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0873-74442011000300007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt This article investigates what members consider to be the advantages of cooperating with and belonging to the COTEC Innovative SME Network, and identifies which have been and should be the best cooperation practices. These advantages were measured through enquiries conducted at the beginning of 2008 and 2010, while the best practices were assessed by means of both the 2010 enquiry and the Innovation Scoring (IS). The results were not always conclusive or robust; nevertheless, we found that the three main advantages cited in 2008 were repeated in 2010 and that there are a number of statistically significant relationships between some selected advantages and categories such as ICT sector, manufacturing industry or collaborative profile “technological partner”. Although the crossing of best practices (past and future) with the IS was inconclusive, the results could serve as a reference for COTEC and its members.<hr/>Este artigo investiga aquelas que, no entender dos seus membros, são as vantagens de cooperar e pertencer à Rede PME Inovação COTEC e, ainda, aquelas que têm sido e que devem ser as melhores práticas de cooperação. A exploração das referidas vantagens fez-se a partir de inquéritos, levados a cabo no início de 2008 e de 2010, enquanto as melhores práticas foram avaliadas com base nas respostas ao inquérito de 2010 e no «Innovation Scoring» (IS). Os resultados nem sempre foram conclusivos ou robustos; contudo, constatámos que as três principais vantagens de 2008 repetiram-se em 2010 e que existiam algumas relações estatisticamente significantes entre certas vantagens selecionadas e categorias como sector TIC, indústria transformadora ou perfil colaborativo «parceiro tecnológico». Em relação às melhores práticas, passadas e futuras, o cruzamento com o IS revelou-se inconclusivo; ainda assim, os resultados poderão servir de referência à COTEC e aos seus membros. <![CDATA[<b>Ponta Final (A gestão da condição humana)</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0873-74442011000300008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt This article investigates what members consider to be the advantages of cooperating with and belonging to the COTEC Innovative SME Network, and identifies which have been and should be the best cooperation practices. These advantages were measured through enquiries conducted at the beginning of 2008 and 2010, while the best practices were assessed by means of both the 2010 enquiry and the Innovation Scoring (IS). The results were not always conclusive or robust; nevertheless, we found that the three main advantages cited in 2008 were repeated in 2010 and that there are a number of statistically significant relationships between some selected advantages and categories such as ICT sector, manufacturing industry or collaborative profile “technological partner”. Although the crossing of best practices (past and future) with the IS was inconclusive, the results could serve as a reference for COTEC and its members.<hr/>Este artigo investiga aquelas que, no entender dos seus membros, são as vantagens de cooperar e pertencer à Rede PME Inovação COTEC e, ainda, aquelas que têm sido e que devem ser as melhores práticas de cooperação. A exploração das referidas vantagens fez-se a partir de inquéritos, levados a cabo no início de 2008 e de 2010, enquanto as melhores práticas foram avaliadas com base nas respostas ao inquérito de 2010 e no «Innovation Scoring» (IS). Os resultados nem sempre foram conclusivos ou robustos; contudo, constatámos que as três principais vantagens de 2008 repetiram-se em 2010 e que existiam algumas relações estatisticamente significantes entre certas vantagens selecionadas e categorias como sector TIC, indústria transformadora ou perfil colaborativo «parceiro tecnológico». Em relação às melhores práticas, passadas e futuras, o cruzamento com o IS revelou-se inconclusivo; ainda assim, os resultados poderão servir de referência à COTEC e aos seus membros.