Scielo RSS <![CDATA[Economia Global e Gestão]]> http://www.scielo.mec.pt/rss.php?pid=0873-744420090002&lang=pt vol. 14 num. 2 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.mec.pt/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.mec.pt <![CDATA[<b>A crise…Qual «crise»?</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0873-74442009000200001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<b>A crise vista de baixo</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0873-74442009000200002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<b>Para um paradigma de desenvolvimento humano solidário</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0873-74442009000200003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<b>A actual crise sistémica global</b>: <b>crise de paradigma e novos desafios que traz ao debate</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0873-74442009000200004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A actual crise sistémica que está a fustigar o sistema económico e social à escala global tem duas importantes particularidades: primeiro, trata-se de uma crise previamente anunciada, tantos e tão evidentes (quanto chocantes) foram os sinais que, com alguma regularidade, foi emitindo, que causa alguma estranheza que tenha apanhado tantas e tão importantes pessoas desprevenidas e, segundo, contrariamente a crises anteriores que assolaram o sistema, foi gerada no ventre do sistema financeiro mundial. É esta segunda característica que tem mobilizado mais a atenção dos mass media e pautado as agendas de debates, um pouco por todo o mundo, devido às graves consequências na chamada economia real. Subentende-se esta como aquela que está ligada à produção de bens e serviços não financeiros e cuja sustentabilidade necessita de investimentos sistemáticos, tanto de substituição, como de expansão, os quais, por seu turno, necessitam de ser adequadamente financiados e este é, precisamente, o nó górdio da questão. Devido ao colapso do sistema financeiro mundial, a filtragem (ou selectividade) é cada vez maior por parte de um sistema financeiro descapitalizado, com enormes carências de liquidez e, a partir desta situação, tudo se entrelaça, sistemicamente, as empresas, principalmente as pequenas e médias empresas, não podem dar continuidade a projectos, por falta de recursos financeiros, os seus clientes, igualmente em dificuldades, não pagam, as famílias, que estão acima do nível de sobrevivência, têm, também elas, de ser selectivas no modo como gerem o seu orçamento. O corolário de todo este entrelaçamento sistémico traduz-se em falências, redução do tempo de trabalho, desemprego e agravamento das condições de vida e aumento em espiral da instabilidade social, terreno propício para o desenvolvimento dos ismos, historicamente aberrantes. Esta crise, apesar dos factores diferenciadores das outras crises, tem, contudo, um elemento comum que, tal como aconteceu com as anteriores, vai, muito provavelmente, sair ilibado. Esse elemento comum tem um nome, chama-se a hiperbolização da ganância, e esta não é etérea, é personalizada e perpetrada por pessoas com total ausência dos mais elementares valores. Esta crise, por todas estas razões e mais ainda por tudo aquilo que aqui está implícito, merece um debate aprofundado e continuado. Neste debate, mais importante do que respostas imediatas, de eficácia momentânea duvidosa, são as questões que toda a sua problematização deve sustentar e é precisamente esta a linha directriz deste artigo.<hr/>The current systemic crisis that is fustigating the economic and social system at the global scale has two important particularities: it is a previously announced crisis, so many and such evident (as well as shocking) were the signals that, with some regularity, were emitted, that it causes a strangeness that it caught up so many and so important people out of their guards and, contrarily to previous crises that ravaged the system, it was generated in the womb of the world financial system. It is this second characteristic that has mobilized the most attention of the mass media and guided the debate agendas, around most part of the world, due to the grave consequences in the so-called real economy, understanding by this latter, as the one which is linked to the production of non financial goods and services, and that needs systematic investments for its sustainability, both investments of substitution, as well as of expansion, which, in turn, need to be adequately financed and this is, precisely, the Gordian knot of the matter. Due to the collapse of the world financial system, the filtrage (or selectivity) is ever greater on the part of a decapitalized financial system, with enormous needs of liquidity and, from this situation, everything, systemically, entangles itself, the companies, mainly the small and medium sized companies, cannot give continuance to their projects, due to the lack of financial resources, their clients, equally in difficulties, do not pay, the families, those that are above the survival level, have, them also, to be selective in the way in which they manage their budget. The corollary of all this systemic entanglement translates itself in bankruptcies, reduction of work time, unemployment and worsening of the life conditions and spiral increase of the social instability, favorable ground to the development of the, historically aberrant, isms. This crisis, despite the differentiating factors from the other crises, has, however, a common element that, as it happened with the previous ones, will, most probably, come out acquitted, this common element has a name, it is called the hyperbolization of greed, and this is not ethereal, it is personalized and perpetrated by people with total absence of the most common values. This crisis, by all of these reasons and even more by all that is implicit here, deserves a deep and continued debate. In this debate, more important than the immediate answers, of doubtful momentary effectiveness, are the questions that all its problematization should sustain and it is precisely this the directing line of this article. <![CDATA[Crise e desenvolvimento: um círculo vicioso perpétuo para África]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0873-74442009000200005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt The financial crisis that broke out in 2007 in the “northern” [1]countries and hit formal financial institutions and investment banks does not bring the same repercussions for African countries. After all, the real economy is organized around informal structures in the majority of these states while formal institutions, the conveyers of crisis, are a recent and still rare reality. However, this does not protect from the growth crisis that followed the financial crisis and which will have a negative impact on African countries as well as all countries around the world. Given the world trade balances and power relationships between countries, some authors propose that this crisis has effectively compromised any possible future for the industrialization that the development of the African continent requires (Ellis, 2009). The paper is structured around a discussion of the history of ideas in the economic sciences and the impact of development policies on the African continent. We begin by reviewing the main lines of thought on development, and then go on to discuss the main ways in which Africa is integrated into the world economy. We conclude that, although the models and the crises thus far experienced have only resulted in rising poverty on the continent and worsened social inequalities between African states and the “northern” countries, as well as inequalities in effective access to resources, the current crisis may actually be considered potentially positive as it may give rise to a global rethinking of the development model and its impact at the local level. As the crisis originated in the “northern” states thus making it clear that the negative effects of development may hit all “global” spaces in the real globalized world, criticism of its underlying and underpinning mechanisms is inevitable. The conclusion suggests that the ideal departure point for rethinking the model of development involves intellectual honesty rather than rapid responses; critical thought should be given again to the social impact of the values underlying economic history and the history of ideas since the advent of capitalism.<hr/>A crise financeira que teve origem em 2007 nos países do «Norte»[2] atingindo as instituições financeiras formais e os bancos de investimento não tem as mesmas repercussões nos países africanos, uma vez que, na maioria destes países, a economia real organiza-se em moldes informais, sendo as instituições formais, lugar da crise, uma realidade recente e ainda escassa. O mesmo não acontece com a crise de crescimento que se seguiu à crise financeira e que vai afectar negativamente os países africanos, assim como todos os países do globo. Perante os equilíbrios mundiais, e tendo em conta a posição do continente africano nos equilíbrios mundiais, há quem acredite que a crise veio comprometer qualquer futuro possível para a industrialização necessária ao desenvolvimento no continente africano (Ellis, 2009). A discussão é organizada tendo em consideração a história das ideias nas ciências económicas e o impacto das políticas de desenvolvimento para o continente africano. Começando por recordar as principais correntes de pensamento sobre o desenvolvimento, serão, a seguir, discutidas as principais formas de integração da África no sistema económico mundial, para concluir que, se os modelos e as crises até agora experimentados têm cada vez mais produzido um aumento da pobreza no continente e uma acentuação das desigualdades sociais, entre os países africanos e o «Norte» do mundo, assim como desigualdades no acesso efectivo aos recursos, a crise actual talvez possa ser considerada, pelos primeiros, um evento potencialmente positivo, uma vez que vai obrigar a repensar globalmente o modelo de desenvolvimento e o seu impacto ao nível local. O facto de a crise ter origem nos países do «Norte», tornando patente como os efeitos negativos do desenvolvimento podem atingir todos os locais «globais» do mundo real globalizado, inclusive aqueles que até agora mais têm beneficiado dos efeitos positivos do desenvolvimento, torna inadiável a crítica dos mecanismos que lhe estão subjacentes. As conclusões sugerem que um ponto de partida ideal para repensar o modelo de desenvolvimento seja a não procura de rápidas respostas em prol da humildade intelectual de repensar criticamente o impacto social dos valores que estão subjacentes à história económica e à história das ideias, a partir do avento do capitalismo. <![CDATA[<b>Os senhores da crise</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0873-74442009000200006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A crise financeira global é o resultado da adopção e da implementação pelos EUA, durante cerca de trinta anos, de uma política económica liberal que apostou na desregulamentação dos mercados. Num contexto macroeconómico extremamente favorável, a Administração americana tardou a identificar a formação de uma enorme bolha imobiliária que, quando rebentou, provocou uma contracção do crédito sem precedentes que, por sua vez, desencadeou uma crise financeira que alastrou a todo o mundo e provocou uma recessão económica generalizada, a maior desde a década de 1930. As fortes, e por vezes incoerentes, reacções à crise não deram, até agora, os resultados esperados.<hr/>The financial global crisis is the result of the adoption and implementation by the USA, in the last thirty years, of a liberal economic policy that bet in the markets deregulation. Within the framework of a benign macroeconomic context, the Administration took to much time to identify the formation of an enormous housing bubble whose burst, was the cause of an unprecedent credit crunch, that originated a tremendous global financial crisis and a world recession, the greatest since the 1930s. Up to now, the strong and sometimes incoherent reactions to the crisis gave results that lie far behind the expectations. <![CDATA[<b>O <i>goodwill</i> não é um activo</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0873-74442009000200007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt No contexto da actual crise financeira internacional, a sociedade em geral questionou o papel da contabilidade. Nesta temática, surge com especial relevância o tratamento contabilístico do goodwill no âmbito de concentrações empresariais. O presente artigo analisa o conceito de goodwill e o respectivo racional económico subjacente, posteriormente enquadra-o em termos contabilísticos, à luz das International Financial Reporting Standards (IFRS). Da análise efectuada face ao racional económico subjacente, detectaram-se insuficiências e incoerências no tratamento contabilístico do goodwill, traduzindo uma falta de representação fidedigna da posição e do desempenho financeiro das empresas e da imagem verdadeira e apropriada das respectivas demonstrações financeiras. Tudo isto originou um efeito de maior volatilidade e pró-ciclicidade nos resultados das empresas, com influência na estrutura financeira das mesmas e no sistema financeiro e empresarial a nível mundial. Finalmente, dada a materialidade em causa, propõe-se uma alteração prospectiva às IFRS com um período de carência e retrospectivamente com duas opções.<hr/>In the actual context of international financial crisis it was questioned by the society in general the role of accounting. On this subject, comes with special relevance the accounting treatment of goodwill on business combinations. This article analysis the goodwill concept, its economic rational and the accounting framework in the light of International Financial Reporting Standards. From the analysis of its economic rational, insufficiencies and incoherencies were detected in the accounting treatment of goodwill translating a lack of faithful representation of the company’s financial position and performance and the true and fair view of its financial statements. All this originated an effect of increased volatility and pro-cyclicality in the performance of companies, which influenced its financial structure and the financial system and the business world. Finally, given the materiality in question, it is proposed an amendment to International Financial Reporting Standards with a grace period and retrospectively with two options. <![CDATA[<b>Análise da vantagem competitiva de bancos em países emergentes e em países desenvolvidos utilizando o modelo de visão baseada em recursos</b>: <b>estudo comparativo Brasil x Estados Unidos</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0873-74442009000200008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O objetivo deste trabalho foi identificar e medir a vantagem competitiva de bancos comerciais num estudo comparativo entre Brasil e Estados Unidos, utilizando alguns indicadores financeiros de desempenho e o modelo RBV (Resource Based View) como referência. Para isso, foi realizado um estudo com alguns dos principais bancos comerciais brasileiros e americanos entre 2003 e 2008. Foi utilizada a tipologia de estratégias genéricas propostas por Wernerfelt (1984), Barney (1991, 1996) e o trabalho realizado por Harvey (2004). Desta maneira foram calculados indicadores financeiros (ROA, ROE e Eficiência Operacional), sob a ótica do RBV, dos trinta maiores bancos comerciais brasileiros e americanos em atividade no período estudado, classificados pelo seu volume de ativos. O estudo envolveu análise quantitativa descritiva utilizando dados secundários coletados principalmente dos órgãos regulatórios dos dois países (FED/SEC-USA e BACEN/CVM-Brasil). Os resultados obtidos indicam que o desempenho financeiro dos bancos brasileiros é melhor em relação aos bancos americanos. Desta forma, os bancos brasileiros possuem uma importante vantagem competitiva em relação aos bancos americanos.<hr/>The aim of this work is to identify and to measure the competitive advantage of commercial banks in a comparative study between Brazil and the United States, using some financial indicators of performance and the RBV (Resource Based View) theory as reference. To this, a study with some of the main Brazilian and American commercial banks 2008 was carried through between the years of 2003 and the 2008.The generic strategies typology proposals for Wernerfelt (1984), Barney (1991, 1996) and the work carried through for Harvey (2004) was used. In this way, financial indicators from the thirty bigger Brazilian and American commercial banks, classified for its volume of asset, had been calculated (ROA, ROE and Operational Efficiency), under the view of the RBV. The study involved descriptive quantitative analysis using secondary data, collected mainly from regulatory agencies of the two countries (FED/SEC-USA and BACEN/CVM-Brazil). The results indicate strongly that the financial performance of the Brazilian banks is better in relation to the American banks. In such a way, the Brazilian banks possess an important competitive advantage in relation to the American banks. <![CDATA[<b>Crise financeira</b>: <b>riscos e oportunidades</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0873-74442009000200009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O objetivo deste trabalho foi identificar e medir a vantagem competitiva de bancos comerciais num estudo comparativo entre Brasil e Estados Unidos, utilizando alguns indicadores financeiros de desempenho e o modelo RBV (Resource Based View) como referência. Para isso, foi realizado um estudo com alguns dos principais bancos comerciais brasileiros e americanos entre 2003 e 2008. Foi utilizada a tipologia de estratégias genéricas propostas por Wernerfelt (1984), Barney (1991, 1996) e o trabalho realizado por Harvey (2004). Desta maneira foram calculados indicadores financeiros (ROA, ROE e Eficiência Operacional), sob a ótica do RBV, dos trinta maiores bancos comerciais brasileiros e americanos em atividade no período estudado, classificados pelo seu volume de ativos. O estudo envolveu análise quantitativa descritiva utilizando dados secundários coletados principalmente dos órgãos regulatórios dos dois países (FED/SEC-USA e BACEN/CVM-Brasil). Os resultados obtidos indicam que o desempenho financeiro dos bancos brasileiros é melhor em relação aos bancos americanos. Desta forma, os bancos brasileiros possuem uma importante vantagem competitiva em relação aos bancos americanos.<hr/>The aim of this work is to identify and to measure the competitive advantage of commercial banks in a comparative study between Brazil and the United States, using some financial indicators of performance and the RBV (Resource Based View) theory as reference. To this, a study with some of the main Brazilian and American commercial banks 2008 was carried through between the years of 2003 and the 2008.The generic strategies typology proposals for Wernerfelt (1984), Barney (1991, 1996) and the work carried through for Harvey (2004) was used. In this way, financial indicators from the thirty bigger Brazilian and American commercial banks, classified for its volume of asset, had been calculated (ROA, ROE and Operational Efficiency), under the view of the RBV. The study involved descriptive quantitative analysis using secondary data, collected mainly from regulatory agencies of the two countries (FED/SEC-USA and BACEN/CVM-Brazil). The results indicate strongly that the financial performance of the Brazilian banks is better in relation to the American banks. In such a way, the Brazilian banks possess an important competitive advantage in relation to the American banks. <![CDATA[<b>Memorial sobre o sistema bancário</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0873-74442009000200010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O objetivo deste trabalho foi identificar e medir a vantagem competitiva de bancos comerciais num estudo comparativo entre Brasil e Estados Unidos, utilizando alguns indicadores financeiros de desempenho e o modelo RBV (Resource Based View) como referência. Para isso, foi realizado um estudo com alguns dos principais bancos comerciais brasileiros e americanos entre 2003 e 2008. Foi utilizada a tipologia de estratégias genéricas propostas por Wernerfelt (1984), Barney (1991, 1996) e o trabalho realizado por Harvey (2004). Desta maneira foram calculados indicadores financeiros (ROA, ROE e Eficiência Operacional), sob a ótica do RBV, dos trinta maiores bancos comerciais brasileiros e americanos em atividade no período estudado, classificados pelo seu volume de ativos. O estudo envolveu análise quantitativa descritiva utilizando dados secundários coletados principalmente dos órgãos regulatórios dos dois países (FED/SEC-USA e BACEN/CVM-Brasil). Os resultados obtidos indicam que o desempenho financeiro dos bancos brasileiros é melhor em relação aos bancos americanos. Desta forma, os bancos brasileiros possuem uma importante vantagem competitiva em relação aos bancos americanos.<hr/>The aim of this work is to identify and to measure the competitive advantage of commercial banks in a comparative study between Brazil and the United States, using some financial indicators of performance and the RBV (Resource Based View) theory as reference. To this, a study with some of the main Brazilian and American commercial banks 2008 was carried through between the years of 2003 and the 2008.The generic strategies typology proposals for Wernerfelt (1984), Barney (1991, 1996) and the work carried through for Harvey (2004) was used. In this way, financial indicators from the thirty bigger Brazilian and American commercial banks, classified for its volume of asset, had been calculated (ROA, ROE and Operational Efficiency), under the view of the RBV. The study involved descriptive quantitative analysis using secondary data, collected mainly from regulatory agencies of the two countries (FED/SEC-USA and BACEN/CVM-Brazil). The results indicate strongly that the financial performance of the Brazilian banks is better in relation to the American banks. In such a way, the Brazilian banks possess an important competitive advantage in relation to the American banks.