Scielo RSS <![CDATA[Análise Psicológica]]> http://www.scielo.mec.pt/rss.php?pid=0870-823120000002&lang=en vol. 18 num. 2 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.mec.pt/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.mec.pt <![CDATA[<b>Representações sociais do suicídio em estudantes do ensino secundário </b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0870-82312000000200001&lng=en&nrm=iso&tlng=en Dada a importância que os comportamentos suicidários assumem nos adolescentes, torna-se pertinente a análise dos sentidos associados ao suicídio no campo particular da sua construção social. Várias investigações evidenciam que, o modo como as pessoas constróem explicações para os acontecimentos, não só se baseia nas crenças e experiências dos seus grupos de pertença, como determina comportamentos. Neste primeiro artigo, integrado numa investigação mais ampla sobre as representações sociais do suicídio em adolescentes, analisa-se o tipo de explicações que os jovens dão para este fenómeno, em função do sexo, idade, ano de escolaridade, região e ideação suicida. Participaram no estudo 822 adolescentes, entre os 15 e os 23 anos, estudantes dos 10.º, 11.º e 12.º anos de escolas secundárias de Évora, Guimarães, Lisboa e Santarém. Os resultados sugerem que estamos perante uma representação hegemónica das explicações do suicídio. Esta varia com o sexo, a idade e o ano de escolaridade, assim como com a região onde os jovens estudam e, também, com o facto de terem tido ou não ideação suicida. Tendo em conta a necessidade de responder adequadamente a tal diversidade, estes resultados assumem particular relevância no planeamento de estratégias preventivas.<hr/>Given the importance of suicidal behavior in adolescents are concerned, the analysis of the meanings associated with suicide in the specific area of their social construction becomes a pertinent task. Various research projects underline the fact that the way people construct explanations for events is not merely based on beliefs and experiences of their origin groups, it also shapes behavior. In this first article, integrated in a wider research on adolescent social representations of suicide, the type of explanations that young people find for this phenomenon are analyzed, taking into account gender, age group, level of schooling, region, and suicide ideation. 822 adolescents have participated in this project, ages ranging from 15 to 23 years old, enrolled in the10th, 11th, and 12th grades, belonging to Évora, Guimarães, Lisboa and Santarém public schools. The results suggest that we aren't facing a hegemonic representation of suicide explanations. Such representation varies according to age, gender and level of schooling, as well as according to the region where these young people study, and also to the occurrence or lack of occurrence of suicide ideas. Taking into account the need for an adequate response to such diversity, these results take on particular relevance when preventing strategies are being planned. <![CDATA[<b>Do vínculo às relações sociais</b>: <b>Aspectos psicodinâmicos </b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0870-82312000000200002&lng=en&nrm=iso&tlng=en Sobre o tema da vinculação, são abordados os domínios das problemáticas associadas às relações precoces, à representação dos processos de vinculação nas diversas etapas desenvolvimentais e às relações psicológicas inerentes à formação de diferentes sistemas sociais, enquadrados no jogo dinâmico criado pelos, e para os seus representantes individuais. Num primeiro momento desenvolve-se mais pormenorizadamente o conceito de vínculo, considerando excepcionalmente os contributos de Bowlby, e as suas diferenciações quanto às abordagens de Freud e da psicanálise tradicional. Consideram-se então, entre outros, os trabalhos de Melanie Klein sobre os fenómenos de comunicação corporal, organizados numa fase muito precoce de desenvolvimento, e as vicissitudes dos relacionamentos objectais, constituídos por angústias, emoções, fantasias e defesas psíquicas específicas. Reorganizamos por fim, o conceito de vínculo segundo as concepções de Wilfred Bion, enfatizando a ideia das relações entre um espaço continente e um conteúdo, recorrendo aos mecanismos de identificação projectiva, e às emoções básicas inerentes ao estabelecimento e manutenção dos vínculos, com as repercussões na capacidade de pensar e desenvolvimento global do ser humano nas suas relações.<hr/>Regarding the attachment theme, we approached the problem areas associated with early relationships, the representation of the attachment process in various developmental stages, and the psychological relations inherent in the formation of different social systems, fitted in to the dynamic game created by, and for its individual representatives. We started off by broadening our conception of attachment, exceptionally considering contributions by Bowlby, as well as the differences between his approach and the one by Freud and traditional psychoanalysis. We then considered, amongst others, Melanie Klein’s work on the body communication phenomena, which becomes organized in a very early phase of development, and the vicissitudes in object relationships, made up of emotions, fantasies, moments of distress and specific psychological defenses. Finally, we reorganized the concept of attachment according to Wilfred Bion’s conception by emphasizing the idea of the relation between a continent space and the contents, resorting to identifying projective mechanisms and to basic emotions, inherent in the establishment and maintenance of affectionate bonds, with repercussions in the thinking ability and in global human development regarding relationships. <![CDATA[<b>A teoria dos cinco factores</b>: <b>Uma proposta inovadora ou apenas uma boa arrumação do caleidoscópio personológico? </b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0870-82312000000200003&lng=en&nrm=iso&tlng=en Neste artigo, apresenta-se, analisa-se e discute-se uma proposta recente de teorização do modelo dos cinco factores da personalidade na idade adulta. A teoria dos cinco factores da personalidade pretende fornecer um quadro de referência aos «Big Five», escudá-los contra algumas críticas mais severas, bem como inventariar, e dar resposta, a muitas das questões centrais levantadas pelas teorias clássicas da personalidade. A teoria dos cinco factores vem ajudar a preencher uma lacuna bem reconhecida, neste domínio. Porém, sendo embora uma proposta necessária e fecunda, espera, agora, pelas necessárias corroborações. É, assim, na nossa perspectiva, uma arrumação meritória do caleidoscópio personológico.<hr/>In this article we present, analyse and discuss a current theoretical proposal of the five factor model of personality in the adult years. The five factor theory of personality aims to give a frame of reference to the Big Five, defend them against some critics and answer of some of the central questions raised by classic theories of personality. The five factor theory is meant to fill a gap in the field of personological theorizing. Although a necessary and fruitful proposal, it still awaits for the necessary corroboration. Nevertheless it is, in our perspective, a praiseworthy organisation of the personological kaleidoscope. <![CDATA[<b>A desinstitucionalização e as alternativas habitacionais ao dispor de indivíduos com perturbações mentais</b>: <b>Um novo modelo habitacional - A habitação apoiada</b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0870-82312000000200004&lng=en&nrm=iso&tlng=en Desde o início do processo de desinstitucionalização que este se tem vindo a deparar com dificuldades. Passando pelos poucos recursos ao dispor dos serviços de saúde mental, à tendência para trabalhar com os elementos que apresentam maiores probabilidades de sucesso, à não articulação entre os serviços hospitalares e os centros comunitários de saúde mental, até à falta de investimentos em alternativas habitacionais de carácter permanente. Estas têm sido algumas das situações a que os consumidores de serviços de saúde mental se têm sujeitado. Actualmente, assistimos à emergência de um paradigma que assenta na crença de que se deverá prestar apoio a estes consumidores numa casa tipicamente normal, com uma vivência na comunidade, em que o apoio é disponibilizado consoante as necessidades de cada indivíduo sem que exista uma limitação temporal à sua prestação. Torna-se assim necessário criar novos papéis para os técnicos, no sentido de que estes ajudem os consumidores a escolher, a obter, e a manter uma habitação. É pois urgente o desenvolvimento de um conjunto diversificado de alternativas habitacionais que se baseiem nos recursos e capacidades das comunidades locais, no sentido de garantir que o processo de desinstitucionalização se conclua com sucesso.<hr/>Since its beginning the deinstitutionalization process has faced some difficulties, such as the mental health services lack of resources, the trend to work with the individual who presents higher probability of success, the lack of articulation between hospital services and community mental health centers, and the lack of investments on accommodations for long periods of time. These are some of the situations that consumers of mental health services have endured. Nowadays we witness the emerging of a paradigm which lies on the idea that these consumers need to be supported at a ordinary house, living in community, where the support is provided according to each person's needs, and without a time limit. This paradigm also creates a need for the professionals to find new roles so that they will be able to help the consumers to choose, get, and keep a home. To ensure the success of deinstitutionalization it is vital that the establishment of different alternatives of accommodation be based on communities' resources and capabilities. <![CDATA[<b>Dinâmicas grupais na adolescência </b>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0870-82312000000200005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Diversos estudos têm evidenciado que o grupo de amigos assume para os adolescentes importância a vários níveis: suporte instrumental e emocional, ajuda na resolução das tarefas desenvolvimentais e na construção da identidade (Alves Martins, 1998; Gouveia-Pereira, 1995, 1998; Palmonari, Pombeni & Kirchler, 1990, 1991, 1992; Sherif, 1984). Na linha dos trabalhos de Tajfel (1982, 1983) acerca das relações intergrupais e segundo Cotterel (1996), o grupo proporciona experiências emocionais positivas, através da aceitação e reconhecimento do indivíduo, em contrapartida, o indivíduo ganha no sentido da pertença, da solidariedade entre os membros do grupo. Definimos como objectivo analisar a percepção que os adolescentes têm do seu grupo de pares e dos outros grupos, num estabelecimentos escolar na área de Lisboa. Para analisar essa percepção, procurámos contemplar a formação e o percurso do grupo, locais de encontro, dimensões identitárias e avaliativas, e em função destas, compreender a diferenciação relativamente aos outros grupos, junto de 42 adolescentes. A amostra foi constituída por 42 adolescentes a frequentar os 7.º e 9.º anos de escolaridade. Para a recolha dos dados utilizaram-se metodologias qualitativas com entrevistas de grupo aprofundadas. Os resultados evidenciam que a formação dos grupos é fortemente influenciada pela dinâmica escolar. Ao nível das relações intergrupais a forma como os adolescentes se diferenciam dos outros grupos é diferente consoante se encontram no 7.º ano ou no 9.º ano. Os do 9.º ano apresentam maior capacidade de diferenciação relativamente aos outros grupos, e diferenciam-se através de dimensões, quer avaliativas quer de natureza mais comportamental, enquanto os do 7.º ano apenas o fazem através desta última dimensão.<hr/>Several studies showed that adolescent peer group play an important role at different levels: they are a source of instrumental and emotional support, developmental tasks resolution and construction of identity (Alves Martins, 1998; Gouveia-Pereira, 1995, 1998; Palmonari, Pombeni & Kirchler, 1990; 1991; 1992 & Sherif, 1984). Following the research of Tajfel (1982, 1983) on intergroup relations and the findings of Cotterel (1996) it is stated that the group gives positive emotional experiences through acceptance and recognition of the individual, and the adolescent gains the feeling of belonging and solidarity between group members. The goal of the present study is to analyze the adolescent' perception of their peer. The formation and history of the peer group, meeting places, dimensions of identity and of evaluation were analyzed in order to better understand the groups' identity in relation to other groups. Participants were 42 adolescents from the 7th and the 9th year of secondary school. In order to collect the data qualitative group interviews were conducted. Results showed that group formation is strongly influenced by school dynamics. School year plays a role at the level of the perception of intergroup relations. Adolescents from 9th year show a greater capacity for differentiation in relation to other groups wile younger students only differentiated the other groups through behavior dimensions. <![CDATA[<B>Papel do auto-conceito de competência cognitiva e da auto-aprendizagem no contexto sócio-laboral </B>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0870-82312000000200006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este trabalho tem como objectivos investigar a competência de auto-aprendizagem no contexto sócio-laboral, questionando a sua relação com a Educação e Formação Profissional de Adultos e relacionando-a com variáveis afins, nomeadamente com o auto-conceito de competência cognitiva, enquanto suporte do desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade de cada um face à aprendizagem. Para cumprir tais objectivos, desenvolveu-se um estudo empírico no contexto de uma Empresa do Norte de Portugal, com uma amostra de 503 trabalhadores, com características diversificadas. Os resultados de estudos correlacionais permitem afirmar que subjacente a uma melhor competência de auto-aprendizagem, está um auto-conceito de competência cognitiva mais positivo, facilitador da aprendizagem activa. Os resultados dos estudos diferenciais confirmam duas das hipóteses de trabalho, que previam manifestações diferenciadas no auto-conceito de competência cognitiva e na auto-aprendizagem, em função de variáveis individuais, organizacionais e sócio-organizacionais, sendo discutidas à luz de uma nova concepção da formação mais orientada para a aprendizagem e mais centrada na promoção da autonomia, responsabilidade e eficácia do adulto-aprendiz.<hr/>This work aims to study the self-learning competence in socio-labour context, and to discuss its relation with Adult Education and Training, as well as with related variables, namely with intellectual self-concept as a support for the development of autonomy and responsibility towards learning. In order to pursue such aims, we developed an empirical study in the context of a Company from Northern Portugal, with a sample of 503 workers, with different characteristics. The results of correlational studies show that a better self-learning competence is related to a more positive intellectual self-concept as a promoter of active learning. The results of the differential studies confirmed two of our hypotheses, that anticipated different manifestations of intellectual self-concept and of self-learning, as a function of individual, organisational and socio-organisational variables, that are discussed considering a new conception of training focus on learning and on the development of workers-learners autonomy, responsibility and efficiency. <![CDATA[Acerca das estórias da História da Psicologia]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0870-82312000000200007&lng=en&nrm=iso&tlng=en O presente artigo nasce de algumas breves reflexões sobre a História da Psicologia em torno dos seus conteúdos - os sistemas teóricos - e da sua forma - as estratégias que organizam a sua narrativa. Sabendo que não há abordagens neutras da História, a autora sublinha a importância das estórias (ficções) como elementos importantes na construção e narração da História da Psicologia, bem como o papel que as histórias (ou estórias) das pessoas comuns poderão assumir no discurso da Psicologia científica.<hr/>The article arises from some brief reflections on the History of Psychology around its contents - the theoretical systems - and on its frame - the strategies that organize its narrative. Knowing that there are no neutral approaches to History, the author emphasizes the role of stories as important elements in the establishment and narration of the History of Psychology, as well as the role that events (or stories) of common people may assume within the speech of scientific Psychology. <![CDATA[(Alguns) quadros teóricos da Psicologia Comunitária]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0870-82312000000200008&lng=en&nrm=iso&tlng=en A Psicologia Comunitária é uma área da psicologia aplicada de origem relativamente recente, que se desenvolveu a partir de situações concretas do quotidiano. O seu campo de acção vai desde o tratamento à prevenção; do indivíduo à comunidade, e incluiu as metodologias de intervenção orientadas para a promoção de comunidades «competentes». Neste artigo procuramos referir, muito sucintamente, alguns dos contributos teóricos importantes para a Psicologia Comunitária.<hr/>Community Psychology is a branch of Applied Psychology and it is a recent area of investigation. Its development has been based on real situations from everyday life. The field of Community Psychology ranges from prevention to treatment. It includes the relationship between the individual and his community and the methodologies of intervention, in an attempt to promote «qualified» communities. Some of the most relevant theoretical works Community Psychology must consider are also mentioned in this article. <![CDATA[<B>SIDA. Eu e os outros</B>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0870-82312000000200009&lng=en&nrm=iso&tlng=en A Psicologia Comunitária é uma área da psicologia aplicada de origem relativamente recente, que se desenvolveu a partir de situações concretas do quotidiano. O seu campo de acção vai desde o tratamento à prevenção; do indivíduo à comunidade, e incluiu as metodologias de intervenção orientadas para a promoção de comunidades «competentes». Neste artigo procuramos referir, muito sucintamente, alguns dos contributos teóricos importantes para a Psicologia Comunitária.<hr/>Community Psychology is a branch of Applied Psychology and it is a recent area of investigation. Its development has been based on real situations from everyday life. The field of Community Psychology ranges from prevention to treatment. It includes the relationship between the individual and his community and the methodologies of intervention, in an attempt to promote «qualified» communities. Some of the most relevant theoretical works Community Psychology must consider are also mentioned in this article. <![CDATA[<B>Psicologia nos cuidados de saúde primários</B>]]> http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0870-82312000000200010&lng=en&nrm=iso&tlng=en A Psicologia Comunitária é uma área da psicologia aplicada de origem relativamente recente, que se desenvolveu a partir de situações concretas do quotidiano. O seu campo de acção vai desde o tratamento à prevenção; do indivíduo à comunidade, e incluiu as metodologias de intervenção orientadas para a promoção de comunidades «competentes». Neste artigo procuramos referir, muito sucintamente, alguns dos contributos teóricos importantes para a Psicologia Comunitária.<hr/>Community Psychology is a branch of Applied Psychology and it is a recent area of investigation. Its development has been based on real situations from everyday life. The field of Community Psychology ranges from prevention to treatment. It includes the relationship between the individual and his community and the methodologies of intervention, in an attempt to promote «qualified» communities. Some of the most relevant theoretical works Community Psychology must consider are also mentioned in this article.